sexta-feira, 6 de julho de 2012

REENCONTROS



Viva o reencontro com a literatura! Viva Paraty!

                Há alguns dias passados aconteceu uma sequência de reencontros interessantes: primeiro, no terminal rodoviário, foi com o Eliziário, filho do Dito Moji, do Ubatumirim; depois, no ônibus, quando percebi, o camarada ao lado era o Cláudio, do João Paulista, filho do Sertão do Puruba. Finalmente, também no coletivo, num dos retornos do Saco da Ribeira, me deparo com o Vicente Preto, colega desde a infância no Perequê-mirim. Adivinhe qual o assunto puxado pelos três e embalado por mim? Isso mesmo! Falamos dos muitos momentos gostosos que vivemos, de um tempo que parecia ser tudo mais simples, quando todos se conheciam, se divertiam num espaço mais puro e conservado.

                Logicamente que não poderia faltar histórias de pescadores, assim como das peixadas que regularmente aconteciam. Meu pai era um mestre nisso.  Era assim: depois de uma pescaria farta, os companheiros reservavam alguns dos mais graúdos e saborosos, tais como a garoupa e robalo, para um escaldado. Outros, em especial o carapau e a tainha, eram destinados à brasa. Não faltavam nessas ocasiões a caipirinha e a cerveja. Quem era abstêmio ficava se deliciando em guaraná, grapete e crush.

                Era uma refeição entre amigos que se prolongava por horas de muitas histórias e risadas. Depois, cada um tomava o seu rumo para a sagrada dormida (que era e ainda é inevitável após uma refeição prazerosa). Em questão de semana o mesmo pessoal já estava em combinação para outros momentos pós-pescarias.

                Esses momentos, agora, lembram o banquete grego, onde as pessoas, conforme iam degustando as iguarias, proseavam/passeavam por todos os assuntos. Depois, agora se referindo ao meu tempo, vinha o sono que era o recheio de tudo, o arremate com “chave de ouro” da amizade que até hoje permite os revigorantes reencontros.

                Hoje, na casa do Jorge e da Joana, queridos amigos que optaram por Ubatuba, teremos um ritual semelhante, mas o prato de convergência será o acarajé. Que venham os agradáveis reencontros!

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