domingo, 6 de maio de 2018

ENTRE MEMÓRIAS... AS LEMBRANÇAS

Eu me despedindo da Praia Mansa - 1993 (Arquivo Rê)


               Agora, me aproveitando do silêncio do domingo que começa, digitalizo mais fotografias gentilmente cedidas pela amiga Regina. Aos poucos vou dando conta do recado. Tenha paciência.
Regina e  jovens caiçaras da Praia Mansa (Arquivo Rê)

               É gostoso rever as imagens que me permitem as boas lembranças de outras vivências, em outros tempos. Eu me detenho em cada rosto, fico imaginando que agora constituíram famílias e talvez nem vivam tão perto do mar. Certamente que muitas dessas pessoas sequer se imaginam em imagens em uma mesa de trabalho,  vinte e cinco anos depois, numa casa em Ubatuba, no bairro do Ipiranguinha. Mas ei-las aqui!
               
Num ponto da costeira : "Ali é Galhetas!" (Arquivo Rê)

        Suas praias, seus rios, seus laços de amizades e de parentescos, seus afazeres ligados ao mar e aos roçados... Tudo está espalhado na minha frente, bem pertinho dos olhos e do coração. Presente também de muito valor são as poesias e os pensamentos que permeiam as imagens: todas da estimada Rê, a professora que aceitou, no princípio da década de 1990, ficar por dois anos trabalhando na escola do Saco do Sombrio, na Ilhabela. Através dela aprendemos que havia muito mais que beleza em tudo ali:

               “Não é só beleza! É de onde os frutos alimentam pais e filhos que habitam esta terra maravilhosa!”.

Construção de canoa - Praia Vermelha (Arquivo Rê)

               Havia artes das crianças e artes dos adultos. Havia conhecimento em todo o verde circundante:

               “No meio da mata, bem de dentro dela, lá estão imbuias, cerejeiras, jatobás... Desse jeito, dessas madeiras, pouco já”.
 
Canto direito da Praia dos Castelhanos (Arquivo Rê)
               E olho o mar, a arte na imagem feita pela umidade retida pela nossa mata. E vejo rios e praias que provavelmente já não se encontram assim.  


Rio da Praia Vermelha (Arquivo Rê)

               Mas... tal como a amiga:

               “Sonho com um novo mundo, numa terra nova, e trabalho desde para a esperança não se esvaziar”. Este há de varar a minha existência, a nossa existência, mas... conforme, o poeta português, em Pessoa: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”.

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