quinta-feira, 4 de junho de 2026

A BANALIDADE DO MAL

 


Desarranjos - Arquivo JRS 



      Eis o título de um livro da filósofa Hannah Arendt definido após assistir ao julgamento de um nazista, em Israel, no século passado. Deste conceito (banalidade do mal) nasceu a afirmação de que o mal não surge apenas em gênios ruins, mas também em pessoas simples que optaram por não pensar, não refletir. Deste modo vão cumprindo e/ou desenvolvendo as piores maldades que estão sendo regadas em suas consciências.

    Agora, assistindo o vídeo de um candidato à presidência do nosso país, brindando com um copo de leite junto a corregionários, me pergunto: seus admiradores, eleitores, sabem que isto (de fazer brinde com leite) é um gesto racista dos nazistas amplamente divulgado pelos adeptos da seita Klu Klux Klan? Preocupado com isso, com gente que eu estimo, recorro a uma frase luminosa do cientista político Jessé Souza: 

   "O racismo geralmente se apresenta de forma explícita. Muitas vezes ele opera por símbolos, códigos e mensagens que parecem inofensivas para uns, mas são perfeitamente compreendidas por quem compartilha determinada visão de mundo".  Concluo agora: assim, sobretudo entre os mais oprimidos, a real ameaça neonazi avança, vence por falta de inteligência e ausência de caráter. Eis a estratégia para se manifestar e atualizar a banalidade do mal. Depois disto, apedrejamento de empobrecidos será "a regra mais suave".

    Acordemos! É a alma da nação que está em jogo!


2 comentários:

  1. Tempos difíceis, meu amigo. Enquanto perfis com milhões de seguidores espalham desinformação e discursos de ódio, perfis bem menores tentam desmentir as informações falsas, sem muito sucesso, pois não têm o mesmo alcance e não conseguem furar a bolha e chegar a quem precisa receber a informação verdadeira.

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