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| Olympio e as crianças - Arte do Guinho |
Na borda um menino quieto;
Barco balançando, balançando, balançando...
Reparei melhor: menino empalamado.
(Porque o vai e vem assim o deixa).
Ar que muda,
Rente ao costado só espuma;
Mais abaixo fosforescência.
Vento no rosto,
Tontura insistente:
Pesadelo de gente.
Menino empalamado;
Frio e calor medonho.
Tudo embrulha o estômago;
O rosto amado permanece
(Porque está tatuado na alma).
Ar repleto, cheiro de maresia.
Lá fora ninguém perceberia,
Aqui tem imenso valor.
Depois das bordas tudo é água.
Tudo passa, só a tontura é insistente:
Pesadelo de gente.
Assim, empalamado,
Como reparar nas belezas
Insuspeitas do horizonte?

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