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| Ipê branco - Arquivo JRS |
No dia de hoje estou comemorando dois aniversários: o da minha saudosa mãe e o do meu mano Jairo. Ela nos deixou há alguns anos, mas permanece entre nós, na nossa ética comunitária de buscar um mundo melhor para todos. Seu exemplo, sua vigilância sobre a nossa família, seus acertos em nossos passos resultou em grande parte do que somos. Que minha mana e meus manos nunca sejam infiéis à sua memória e de tanta gente nossa que nos iluminaram os caminhos. E que nossos filhos e filhas sigam nossos sonhos.
Agradeço muito ao Carlos Lunardi, um querido amigo caiçara de Caraguatatuba que se dedica ardorosamente à educação pública. É dele o texto abaixo. Parabéns ao grande leitor dessa cidade vizinha!
Esse discurso de que “o que estraga o Brasil é esse assistencialismo” é, na verdade, indignação seletiva: de quem não se conforma que o pobre receba o Bolsa Família ou que o filho da empregada possa cursar uma universidade. É o mesmo que não se indigna com os incentivos fiscais que empresários e o agronegócio recebem; é também aquele que se beneficia do Minha Casa, Minha Vida, da Farmácia Popular e do SUS. É o mesmo que coloca o filho na escola pública e, sem contar para ninguém, é aquele que pediu o auxílio emergencial durante a pandemia, mesmo sem precisar. Mas o problema é o assistencialismo. Como disse Paulo Freire: "Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor".








