terça-feira, 14 de abril de 2026

QUEM ESPIAVA?

 

Época de pinhão na Mantiqueira 

Francisco, o Chagas - Arquivo JRS 

    Francisco, mais chamado de Chagas, sempre viveu do mato (desde cortar lenha até coletar pinhão de março em diante, acabando no principiar do inverno). Dele me veio o convite de conhecer um mínimo trecho da Mantiqueira, da mata das araucárias. Fui com satisfação, prestando muita atenção em tudo porque aprender nunca é demais.

    No começo da trilha Francisco tirou o boné e pediu a proteção divina e licença ao último morador daquele local. Bem pouco andamos e já avistei uma casa no mato. Era visível o abandono. "Quem morava ali, Francisco?". "O Tinoco Cipião até dois atrás ocupava aquele lrancho. Depois que morreu, levaram ele para o cemitério. Olha só: em vida só conheceu a lida na roça, vivendo das coisas da mata. Nunca saiu deste lugar. Agora, depois de morto, se mudou para a cidade. Tá lá, na terra dos pés juntos". Não pude deixar de rir  do inconformismo  do meu guia.

    Já ouvi dizer que Mantiqueira é serra que chora. Logo apareceu a primeira água. Pouca, mas filete transparente. Me detive para apreciar, ver uma pequena lagoa. "Que maravilha, né Zé? Este rego era o rio dele. Nele Tinoco se servia para tudo". "Vivia sozinho esse Tinoco?". "Vivia sim. Nunca teve família nesse tempo todo. Só ia uma vez por mês na cidade para receber dinheiro da aposentadoria. Foi a causa da morte dele. Assim se deu: uma ocasião, gente ruim que já sondava, sabia da rotina mensal do coitado, e, numa data de pagamento, lhe fez a maldita visita. Matou o pobre e roubou-lhe a mixaria". "Triste demais".

     Deixamos os sinais dos viventes e nos entranhamos na mata. Entre baixadas e espigões, as velhas araucárias nos proveram com frescos pinhões. Fomos catando aos seus pés os frutos lançados por seus braços. De repente uma poça maior de água remexida: "A porcada passou por aqui faz pouco tempo, Zé". "É mesmo? Só digo uma coisa, Francisco: é muito bom andar em sua companhia!".

    No fim da jornada, Francisco perguntou: "Sabe quem espiava a gente o tempo todo ?"


sábado, 11 de abril de 2026

O BOI COSÉ

 

Primeiro loteamento na Lagoinha - Arquivo Ubatubense

Ruinas da Lagoinha - Arquivo Fundart

Bois na praia - Arquivo internet


   Seo Porfírio, nascido e criado na praia da Lagoinha, neto (ou bisneto?) “de escrava fugitiva do fazendeiro da Caçandoca”, contava muitas histórias, sobretudo depois que teve a perna amputada e passou a ficar mais tempo na cadeira de rodas, morando com o filho Juventino, na rua Gastão Madeira, no centro da cidade. Eu, sempre que surgia uma oportunidade, me detinha e sentava na calçada para ouvi-lo. Hoje, o principal desta crônica é o boi Cosé. Pelo que me foi contado, era muito estimado este animal. Tentarei ser fiel ao máximo à narrativa desse descendente da guerreira Gertrudes.

 

   Quando eu nasci quase tudo ali era mato, com quase nada de casa. Só havia caminho pelo jundu porque na maré cheia não se podia passar pela areia da praia. As poucas roças ocupavam os morros porque o resto era areia quente ou alagados de taboas e caxetas. As ruínas já estavam há muito tempo abandonadas de tudo. Mais tarde tentaram plantar bananeiras, vender frutas para os ingleses, mas veio o tempo da guerra e tudo foi largado. Aí trouxeram gado, poucas cabeças. Produziam leite, faziam queijo, matavam de vez em quando para negociar carne. Quase ninguém comprava porque não havia dinheiro. Com o tempo os animais foram envelhecendo, ficando largados, sem rumo. Poucos foram levados para outro lugar. O resto morrreu de velhice. Andavam por onde queriam, entravam no mar, se banhavam na barra, comiam capim do jundu... Cagavam onde batia a vontade. De vez em quando a criançada atentada montava num deles e saia se sacolejando. Não tinha nenhum animal bravo. Um deles, todo preto, o Cosé, adquiriu um costume engraçado: se aproximava quando percebia que alguém se preparava para sair mar afora, parecia querer ir junto na canoa. Acompanhava com os olhos até a pessoa desaparecer no mar. Se alguém fosse remando até a Maranduba, na rota paralela à praia, Cosé seguia o rumo caminhando na água salgado, com ondas quebrando nas canelas. E ia mesmo! Chegava lá junto com a embarcação! Só voltava de lá quando o remador fazia o mesmo.

    Cosé morreu de velho, foi enterrado defronte ao ilhote do Pontal. Ali, onde mais tarde apareceu uma área de acampamento para veranistas. Deve existir ainda hoje uma árvore grande naquele lugar. Para nós era a Figueira do Cosé.

 

Notas: 1- O caisão da ponta Grossa, em Ubatuba, foi construído para servir de porto na região e estimular a bananicultura emergente na primeira metade do século XX.  A Segunda Guerra Mundial a fez submergir prematuramente neste município.

            2- A área para acampar, onde estava a Figueira do Cosé, abrigou anos depois da abertura da rodovia entre Ubatuba e Caraguatatuba, o Camping Club do Brasil (CCB).

 

  

sexta-feira, 10 de abril de 2026

JANGUINHO E SANTANA

 

Rancho dos pescadores - Arquivo JRS


 

   - Era feriado, dia de festa. O lagamar, desde a barra até o porto da nossa capela, estava tomado de gente. Era um mundaréu só. Um foguetório traduzia a alegria geral e a curiosidade do nosso povo. Era a visita do presidente da república, do nosso presidente que, depois de passar pela ilha Anchieta, veio até a cidade. O navio dele ficou fundeado bem lá fora.

   - Faz tempo isso, Janguinho?

   - Ah, faz muito tempo! Antes do tempo do presidente Getúlio Vargas, eu era bem novo ainda. Depois disso, que eu me lembre, festança maior só em 1948 quando o Guisard, inaugurou a luz na cidade. O prefeito daquele tempo era o doutor Alberto. Até o bispo de Taubaté, Dom Idílio, veio para prestigiar o evento.

 

   A prosa acima aconteceu no começo da década de 1980, quando eu já morava no bairro da Estufa II. A praia do Itaguá era o nosso principal ponto de encontro. Aos domingos, era comum ver todo mundo por ali aproveitando bem o mar e a areia. Tudo era limpo!  Na ocasião acontecia uma corrida de canoa marcando os festejos da capela do Itaguá. O professor Joaquim Lauro era o grande incentivador dos festejos. Eu, claro, aproveitava para ouvir histórias dos mais velhos. O casal Janguinho e Santana (a parteira da comunidade) estava na vez: um ajudava o outro nos detalhes da narrativa. Quando eu ouvi o nome do bispo, entendi porque algumas crianças caiçaras receberam o nome de Idílio. Ao menos dois me aparecem na mente: um no Perequê-mirim e outro no Sapê. Dar nomes aos filhos se guiando pelo santo do dia no calendário, assim como homenagear recém-nascidos com nome de autoridades eclesiásticas, fazia parte da religiosidade católica caiçara.

    Pois é! Bem mais tarde eu encontrei uma imagem da época onde o citado bispo oficializava a missa solene recordada pelo saudoso casal do Itaguá. Era no Cruzeiro, na avenida Iperoig. Havia mesmo uma multidão!

Nota: a inauguração da energia elétrica em Ubatuba, no ano de 1948, se deu pelo esforço da Companhia Taubaté Industrial (CTI), do Félix Guisard, dono do Casarão na época. Porém, a cidade cresceu e foi preciso que a companhia estadual de energia (CESP) estendesse uma rede mais potente via serra de Caraguatatuba, na década de 1960. Eu, bem criança, na praia do Sapê, me recordo de homens e máquinas estendendo fios e postes sobre as picadas abertas nas matas. Como eu tinha medo!

sábado, 4 de abril de 2026

A FOME TEM PRESSA

 

Arco-íris no crepúsculo - Arquivo JRS 


     Tudo o que conseguimos e somos é resultado, para citar o cientista Sidarta Ribeiro, de “sonho noturno ou devaneio diurno”.

     A existência da breve existência da sociedade humana na Terra, nessa teoria, nessa dinâmica noturna e diurna, se deu – e segue! – cavando caminhos (criação de ferramentas, desenvolvimento da comunicação, invenção de máquinas, organização de instituições e leis etc.). Se detendo no contexto mais atual, no mais de meio século que eu me entendo por gente, posso afirmar que são as narrativas que resultam em modelos sociais mais egoístas ou mais solidárias; mais injustas e com pouquíssimos privilegiados ou mais justas e mais fraternas, que garantam felicidade ampliada à humanidade.

   Eu penso que a nossa vida pode ser relacionada a uma viagem variável conforme os contextos, as condições: quando criança arriscamos passos sem pensar, quando a idade vai pesando medimos as nossas possibilidades, os nossos limites para até mesmo uma simples caminhada. Tememos ficar pelo caminho devido uma lesão ou mesmo por fraqueza natural nos músculos e órgãos.

   Comparando a nossa vivência a um deslocamento, a uma viagem de ônibus, por exemplo, pode ser que o veículo enguice na estrada, sendo inevitável o nosso desembarque, a tomar outra condução, seguir um trajeto alternativo para chegar ao destino almejado. Pode ser que sejamos levados a rever/refazer o projeto, o plano do início. Pode ser! Tal como é possível de acontecer numa viagem, passageiros podem ficar pelo caminho, decidir por um atalho, dar uma volta maior, escolher ou descartar companhias etc. Mediante os imprevistos alguém pode dizer: “Posso demorar, mas hei de chegar lá, não vou desistir”. Também pode acontecer de alguém desistir, se arrepender da jornada: “Desisto porque acho que não vou conseguir”.

   A nossa viagem nesta humanidade continua se sustentando nos fracassos e sucessos. Tem momentos da esperança estar mais forte, mas há instantes de esmorecimentos. O cientista brasiliense acima citado nos ajuda com uma passagem do seu livro O oráculo da noite:

   A expansão gradual da capacidade de contar histórias e viajar mentalmente no tempo foi o combustível da explosão cultural humana nos últimos milênios [...] O fato é, que em algum momento da nossa história recente, começamos a ser capazes de formular narrativas de futuro com base no passado.

  Portanto, se no passado tivemos exemplos cruéis de sociedades, por que repeti-los?  Se determinados perfis políticos tendem brigar por um modelo excludente, perverso, por que elegê-los para nos representar? Qual a nossa atitude ao estar convicto de que “a impunidade torna os maus ainda piores”, conforme escreveu Platão há dois milênios e meio? Ainda bem que os bons são a maioria!

   Betinho, que dizia que a fome tem pressa, numa mensagem ao seu saudoso irmão Henfil escreveu isto: “Você vai torcer aí do Céu e nós vamos votar aqui na Terra para ver se a democracia funciona para melhorar a vida de nossa gente”. Eu quero que a minha parte na viagem seja feliz e alimente positivamente a esperança da nossa gente: esta é a minha espiritualidade. Amém nós todos!

sexta-feira, 3 de abril de 2026

EU NASCI NO SAPÊ

 

Tio Antônio do Prado - Arquivo Marcos

Maranduba e loteamento - Arquivo Ubatuba


    Lendo um texto e vendo imagens postadas pelo primo Marcos, descendente do tio Basílio, da praia do Pulso, chão que também viu nascer vovó Martinha no começo do século passado, senti uma vontade de escrever em torno de algumas lembranças que tenho da praia do Sapê, onde eu e mais irmãos nascemos pelas mãos dessa mesma vó, a parteira da região na época.

   A nossa casa, vizinha do Andrelino e Jorgina, do outro lado do areião da tia Rita Carlota, em cuja casa eram ministradas aulas para as meninas, era bem simples, como todas daquele tempo. Outros vizinhos mais próximos: tia Livina, Nié, Zé Balio e Deolindo. Um pouco mais longe moravam João Paulo, tio Totô, Dioclécio, Tonico, João Firmino, tio Chico, Jonas, Paulo e Tião Plácido. Meu pai foi o construtor da nossa primeira moradia, contando com ajuda do João Oliveira e outros parentes. Nela nós nascemos e passamos alguns anos da infância, mas mamãe, que se engraçou com papai enquanto trabalhava no Hotel Picaré, na barra do rio Maranduba, sentia a necessidade de estar perto dos pais, moradores na praia da Fortaleza. A solução foi vender a propriedade e se mudar. Quem comprou? O tio Antônio do Prado, da tia Santa. A nossa primeira casa se tornou o lar deles. Assim deixamos o chão do Sapê, onde moravam nossos avós (Estevan e Martinha). Não me recordo do preço, mas sei que  por alguns meses meu pai se deslocava da Fortaleza até o Sapê para receber uma quantia nas notas promissórias. Era o tio Ângelo, cuja venda no Largo do Sapê competia com o armazém do João Pimenta, quem efetuava o pagamento pelo concunhado. No  morro da Fortaleza foi construída a nossa segunda moradia. Lá do alto, entre roçados, avistávamos o grande mar, as ilhas e as praias mais próximas. Foi onde nasceu o mano Clóvis.

     Naquele tempo, meados de 1960, já estava consolidado o primeiro loteamento na praia da Maranduba. Meu pai se referia a um tal de Nagib como responsável no empreendimento. O rio todo sinuoso, com um farto manguezal onde meu povo caçava guenzo e outros seres para comer, foi tornado reto a fim de mais lotes surgirem. Posso dizer que ali se formaram os primeiros pedreiros, os construtores caiçaras. Hoje tudo está tomado pelas edificações, sobretudo aquelas destinadas aos turistas. A região, sem rede de esgoto, resulta em grande parte da sujeira rompendo fossas, seguindo para o rio e o mar. Sem dúvida nenhuma que a feiura e os crimes ambientais imperam!  Afirmei à amiga Carolina, preste a lançar um livro mostrando anciãos caiçaras seguindo mantendo práticas artesanais, que a abertura das rodovias (Ubatuba-Taubaté, Ubatuba-Caraguatatuba e Ubatuba-Paraty) foram as responsáveis pelas enormes mudanças na cultura local, no modo de vida dos caiçaras. Antes disso, para conseguir melhores condições de sobrevivência, meu povo se dirigia à Baixada Santista com o objetivo de ser contratado para trabalhar no porto ou nos bananais. Éramos migrantes lá - a nossa Meca! - tal com segue sendo a nossa Ubatuba para os mineiros, nordestinos e outros em tempos mais atuais.

terça-feira, 31 de março de 2026

PEIXES BOBOS

 

Beira de rodovia - Arquivo JRS 


   Tempos desses, estando no ponto do ônibus, no Saco da Ribeira, escutei o seguinte diálogo entre dois trabalhadores. Estavam indo para casa depois de um dia na labuta:

       - Disseram que aquele lago, onde puseram peixes bobos, desses que nem sei se alguém come, serviria para verificar a pureza da água depois de tratada. Foi esta a afirmativa do engenheiro.

     - Pois é, foi assim mesmo. Se os peixes não morressem, era sinal que a obra, de apartamentos caríssimos bem dizer em cima da praia, não estaria prejudicando o entorno e o mar, fim do destino do esgoto tratado.

     - E o que aconteceu depois de receber a tal água tratada? Tudo morreu, a superfície ficou assim de peixes mortos ou estrebuchando. Não deu certo a experiência do lago.

    - Então...o tal tratamento não deu certo, né? E vai ficar assim mesmo. Que se dane o mar.

 

    Noutra ocasião, viajando por aí, apreciando paisagens, notei que beiradas de estradas estavam com mato amarelado, tipo queimado. O amigo Francisco explicou: “É veneno borrifado por empresas terceirizadas na preservação da rodovia. Fazendo isso, elas diminuem os custos com contratação de funcionários, mas cometem crime ambiental. Afinal, o veneno borrifado se dispersa com vento, contamina o solo, envenena grãos e folhas que os pássaros e demais animais comem. Caso haja alguma árvore frutífera (goiabeira, pitangueira, laranjeira...), também os seres humanos podem ser afetados, contrair doenças”. Portanto, concluo eu:

     Ao ver esses vestígios em suas andanças, se manifeste contra, denuncie quem está praticando tal absurdo, cobre das autoridades sanitárias alguma atitude desse avacalhamento na prestação de serviços públicos. Não esqueça: desde o ínfimo ser até o homo sapiens existe uma interdependência vital. Pensar nesta perspectiva pode ser o início de uma transformação fundamental na existência, na sobrevivência neste planeta. Não eram “peixes bobos” que foram mortos pelo empreendimento! Quantas vidas, inclusive as nossas,  continuam sendo destratadas assim?

sábado, 28 de março de 2026

BANCO DA PRAÇA (II)

 

    



     Quando avisto um espaço religioso, inclusive aqueles mais perseguidos pela ignorância/intolerância de tanta gente, reflito sobre o significado do mundo superior, do Reino Divino. Para Jesus, figura de proa da religiosidade caiçara, o Reino se compara a um imenso banquete. Portanto, ele é sinônimo de justiça plena porque todo mundo deveria estar ao redor da mesa.

   É em torno de uma mesa que se entabulam conversas e relações são aprofundadas. Sinal do Reino é famintos serem saciados. Afinal, nessa grande mesa, nesse banquete, haverá partilha plena entre quem tem e quem vive na necessidade. Cada liderança religiosa, de qualquer credo que almeja um mundo melhor, deveria ser depositário dessa tarefa, dessa partilha. Em uma passagem do Novo Testamento (Atos 4.36-37) está grafado a respeito de um cidadão: "levita originário de Chipre, possuía um campo; ele o vendeu e trouxe o dinheiro para depô-lo aos pés dos apóstolos". A estes coube papel de líderes, naquela ocasião, de serem orientadores da partilha.

      Quando podemos comer e beber juntos, reforçamos nossas relações, decidimos os melhores caminhos para a humanidade. Não é por acaso que os que têm fome são chamados de "bem aventurados". Quando isto não está no nosso horizonte, alguma coisa está muito errada; de nada adianta frequentar os cultos, seguir os sacramentos, fazer sacrifícios etc.

      Na história, sobretudo na atualidade, como estão se comportando aqueles que se dizem "escolhidos de Deus", “sacerdotes e sacerdotisas das divindades”, "fiéis seguidores dos mandamentos"? Preferem a paz ou idolatram os que promovem as guerras? Repartem o pão ou chutam os mais necessitados? No fundo, eu me esforço por acreditar numa espiritualidade que busca o "ter tudo em comum segundo as necessidades de cada um". Deveriam estar neste rumo, remar nesta direção, as exigências das Boas Novas anunciadas pelas religiões.