![]() |
| Arte: Tom Cotrim |
Antes, mas não fazendo muito tempo,
agosto foi chamado de mês de cachorro louco. Assim diziam, mas nunca vi um de
verdade. Era época de vacinação antirrábica. O tempo atual é de outros enlouquecidos.
Agora haveremos de ter cuidado com aqueles coitados que não sabiam morder, mas
aprenderam graças a uns malditos políticos que os açulam. Tão revoltante quanto a
malvadeza é a estupidez da “matilha” explorada e o conformismo idiota. Deve ser
assim que nasce um estado de guerra. Quem se dá bem mediante tal quadro? A quem
serve esses safados?
“Aflige-me é perceber no capitalismo uma inteligência, uma inteligência
safada que aluga outras inteligências”
(Graciliano Ramos).
Qual
vacina pode resolver?
- A
imprensa hegemônica segue interessada em conservar privilégios de uma minoria
neste país e de ceder a nossa soberania.
- Já
tivemos uma milícia verde integralista (ou galinhas verdes de Plínio Salgado). A
da atualidade parece pior e se veste de verde e amarelo.
- “Abaixo
a democracia” denota a sanha golpista de ratazanas eleitas graças à democracia.
- Devotos
de líderes religiosos apedrejam marginalizados. É o amor de Deus excluído.
- São
poucas as bandeiras que desejam combater o egoísmo.
- As
belezas insuspeitas não estão em quem é contra reparações históricas e sociais.
- Há
quem abandona as práticas solidárias e honestas, mas nunca deixa as tais devoções sagradas.
- Muito
fácil dizer que os pobres são o problema.
- Muitos
lares estão acolhendo as ratazanas saídas do esgoto.
-
Microcéfalos exaltam yankees espoliadores e genocidas.
- Hinos
idiotas seguem preparando paraíso de gente safada.
- Roubo
de joias, rachadinhas, negação de crise climática, patrimônios construídos de
maneira ilegal etc. etc... Contra fatos não há argumentos.
- Pangaré velho é Dark Horse.
Enfim, no mês de cachorro louco, vendo multidão
seguindo “apito de cachorro”, eu concluo com uma frase de Apolônio de Rodes (Grécia
Antiga - século III a.C.): “Só os
ignorantes ou estúpidos é que se dão ao insensato luxo de não estar a par da
política que os afeta”.







