sexta-feira, 13 de março de 2026

COMEMORAÇÕES (XV)

 

Charge de Jorge Gonzales - Fonte: O SOL


Viva os 15 anos do blog!

 

     Hoje, vendo a imagem de um petroleiro bombardeado num lugar distante daqui – mas no grande mar! -, pensei na prosa de muitos anos passados, quando o Tio Dico, da praia do Puruba (Ubatuba), explicava porque as ostras gigantes tinham desaparecido do rio deles, afetado a alimentação dos caiçaras dali: “Foi uma maré de óleo, meu filho. Ela tomou conta de tudo, invadiu na ressaca pela barra, cobriu tudo de preto. Morreu tudo que vivia no manguezal, no rio, nas pedras e nas tocas. Foi uma tristeza só. Custou muito tempo para as coisas irem se limpando. Ainda tem dessa sujeira por aí, nunca vai sair. Desde esse tempo nunca mais tivemos das grandes ostras. A molecada, mergulhando de vez em quando traz umas maiores, mas que nem chegam aos pés das que existiam”.

    Sabe quem paga por esses acidentes ambientais? Todos nós, mas primeiramente os mais pobres que precisam sobreviver catando coisas na natureza, mariscando e pescando. Assim muitas vidas seguem desaparecendo do planeta.

     Nós já sabemos, quando o assunto gira em torno da política ser de esquerda ou de direita, quem apoia esses mandos e desmandos no mundo inteiro. Esses bombardeios, esses genocídios rondando pelo mundo é o resultado de uma onda nazifascista muito mais perversa do que aquela que abalou a comunidade purubana em décadas passadas. Os governantes que não se submeterem a essa onda serão perseguidos.  As lideranças que não concordarem em prosseguir alimentando o vampiro capitalista serão depostos, caluniados, colocados entre a cruz e a espada, o povo que não apoiar isso será bombardeado e roubado assim mesmo. Para que essa onda tenha sucesso é preciso alienar o povo, lhe roubar a soberania, reduzir a uma massa não pensante, sem tempo livre para o tal ócio criativo, a resistência oriunda daí. Agora, olhando uma charge do mexicano Jorge Gonzales, confirmei o quanto a arte engajada é importante; nela vemos quais países vizinhos já se aliaram à onda medonha, direitista extrema, que se aproxima para nos afogar. A partir deles as forças inimigas, contrárias a um modelo de democracia comprometida com as questões sociais, poderão atacar o Brasil que tenta se segurar na soberania. A costa brasileira, o nosso tão bonito litoral, corre risco de virar um cenário escurecido pelo petróleo (a maior ânsia do atual vampiro-mor). Outros litorais mundo afora já estão nesse sofrimento. Aonde vai o turismo, a indústria pesqueira, a sobrevivência caiçara? Quem pensa nisso tudo? Quem está consciente das mortes e vidas que seu voto representa nas eleições? Não é só a Venezuela, o Irã, Cuba e mais alguns que estão sendo atacados. O Brasil está no radar trumpista, novos argumentos estão sendo montados para oportunistas interferências.


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