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| Charge de Jorge Gonzales - Fonte: O SOL |
Viva os 15 anos do blog!
Hoje, vendo a imagem de um petroleiro bombardeado num lugar distante
daqui – mas no grande mar! -, pensei na prosa de muitos anos passados, quando o Tio Dico, da praia do Puruba (Ubatuba), explicava porque as ostras gigantes
tinham desaparecido do rio deles, afetado a alimentação dos caiçaras dali: “Foi uma maré de óleo, meu filho. Ela tomou
conta de tudo, invadiu na ressaca pela barra, cobriu tudo de preto. Morreu tudo
que vivia no manguezal, no rio, nas pedras e nas tocas. Foi uma tristeza só.
Custou muito tempo para as coisas irem se limpando. Ainda tem dessa sujeira por
aí, nunca vai sair. Desde esse tempo nunca mais tivemos das grandes ostras. A
molecada, mergulhando de vez em quando traz umas maiores, mas que nem chegam
aos pés das que existiam”.
Sabe quem
paga por esses acidentes ambientais? Todos nós, mas primeiramente os mais pobres
que precisam sobreviver catando coisas na natureza, mariscando e pescando.
Assim muitas vidas seguem desaparecendo do planeta.
Nós
já sabemos, quando o assunto gira em torno da política ser de esquerda ou de
direita, quem apoia esses mandos e desmandos no mundo inteiro. Esses
bombardeios, esses genocídios rondando pelo mundo é o resultado de uma onda
nazifascista muito mais perversa do que aquela que abalou a comunidade purubana
em décadas passadas. Os governantes que não se submeterem a essa onda serão
perseguidos. As lideranças que não
concordarem em prosseguir alimentando o vampiro capitalista serão depostos,
caluniados, colocados entre a cruz e a espada, o povo que não apoiar isso será bombardeado e roubado assim mesmo. Para que essa onda tenha sucesso
é preciso alienar o povo, lhe roubar a soberania, reduzir a uma massa não
pensante, sem tempo livre para o tal ócio criativo, a resistência oriunda daí.
Agora, olhando uma charge do mexicano Jorge Gonzales, confirmei o quanto a arte
engajada é importante; nela vemos quais países vizinhos já se aliaram à onda
medonha, direitista extrema, que se aproxima para nos afogar. A partir deles as
forças inimigas, contrárias a um modelo de democracia comprometida com as
questões sociais, poderão atacar o Brasil que tenta se segurar na soberania. A costa
brasileira, o nosso tão bonito litoral, corre risco de virar um cenário
escurecido pelo petróleo (a maior ânsia do atual vampiro-mor). Outros litorais
mundo afora já estão nesse sofrimento. Aonde vai o turismo, a indústria pesqueira,
a sobrevivência caiçara? Quem pensa nisso tudo? Quem está consciente das mortes
e vidas que seu voto representa nas eleições? Não é só a Venezuela, o Irã, Cuba e mais alguns que estão sendo atacados. O Brasil está no radar trumpista, novos argumentos estão sendo montados para oportunistas interferências.

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