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| Mestre Neco - Arquivo JRS |
Tudo em Ubatuba.
Nas décadas de 1960-1970, no bairro da Estufa, era forte o grupo de dança de moçambique. Também na Caçandoca havia muita gente empenhada nesta dança e no jongo. Quem me informou a esse respeito foi vovó Martinha, natural da praia do Pulso.
Benedito Correia Leite, o Dito Olho Azul, demostrou, numa ocasião, saber cantar pontos de jongo. Dizia que desde criança, no Ubatumirim, esse traço cultural era muito praticado. Ele era violeiro. Seu avô foi seu mestre. Estas informações foi que ouvi dele, em 1980.
Modesto, morador dos arrebaldes da cidade, hoje zona central, era mestre de congada na minha adolescência. No bairro do Taquaral, esses mesmos aspectos culturais se perpetuavam, principalmente na residência da dona Maria Charleaux, a popular Maria Xana. Tal como Maria Vitória Jean, ela era mestiça de africano com francês.
Bito Cristóvão dizia que era comum, na sua meninice no Morro da Berta, sempre ter pontos de jongo nos pitirões de roçados, em descidas de canoas de morros e em outras ocasiões. "Era um trabalho festivo, cheio de cantorias e bailados".

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