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| A rabeca do tio Dário - Arquivo JRS |
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| Aniversário em cantoria - Arquivo Thales |
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| Fandangando - Arquivo Fundart |
Eu estava em casa, sossegado, passeando nas imagens de gente que eu gosto. De repente me deparo com uma postagem do Thales, da sua mãe, a Regina, filha nativa da praia da Fortaleza, prima da minha mãe. Seus pais, Nicomedes e Maria Tereza eram vizinhos do nhonhô Armiro e da tia Maria da Barra, moravam no lindo jundu de abricoeiros e amendoeiras, bem na metade da praia, perto da barrinha. Voltando à imagem: era um ambiente gostoso e Regina cantava. Certamente estava feliz junto de pessoas estimadas. Parabéns, Thales, pelo emocionante registro!
Não sou músico, mas não consigo lavar uma louça sem escutar prazerosas canções, sobretudo MPB. Também não perco nenhuma oportunidade para prestigiar os cantadores e tocadores caiçaras.
Imagino que esse viés da minha gente implique bons momentos de ensaios e confraternização entre si. É onde se intensifica a socialização e a solidariedade sustentada na paixão comum pela musicalidade, pela perpetuação dos nossos traços culturais.
Tenho comigo que, nesses momentos, entra em combinação muitas coisas. Exemplos: repertório tradicional, músicas novas, afinação de instrumentos, entrada de vozes, trajes de apresentação, roteiro de eventos, meios de transportes etc.
Nesses momentos, que quero chamar de encontros musicais, tenho certeza que o mais importante é o fortalecimento das manifestações culturais dessa caiçarada querida.
Ah! Enquanto a Regina canta, Nádia, a mana desta, segue firme nos fandangos. Que legal, né? Viva a música! Viva essa minha gente festiva!



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