domingo, 28 de agosto de 2022
VEM FUNÇÃO AÍ!
terça-feira, 9 de agosto de 2022
DESABAFO
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| Arte e vida pelos caminhos - Arquivo JRS |
Alguém ontem me parou para discorrer sobre produção agrícola vertical, dizendo como a melhor alternativa para garantir a vida deste tanto de habitantes do planeta. Eu discordei, mas há uma racionalidade. Mas que tipo de razão assim eu poderia apoiar vendo a grande concentração de terras em poucas mãos no Brasil e no mundo? As pequenas propriedades fornecem a maior parte do que nos servem de alimentação sem precisar destruir a natureza. Portanto, por que atacar mais ainda as fontes de matéria não renováveis para verticalizar, para complicar a agricultura? Urgente é a reforma agrária neste país! De repente, quando os galos nem cantavam ainda, eu me deparei com este texto de anos guardado para alguma ocasião. Eis que ela chegou!
Na fila do supermercado o caixa diz a uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: “Não havia essa onda verde no meu tempo.” O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente." "Você está certo", responde a velha senhora, "nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas. Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como? Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou de ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima."
Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?
Em tempo: desconheço a autoria deste significativo texto para reflexão deste momento de onda consumista tão exagerada.
quinta-feira, 4 de agosto de 2022
UMA HISTORIA LINDA DE MORRER
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| Seo Antônio e Dona Benedita - Arquivo Rê |
UMA HISTÓRIA LINDA DE MORRER
Hoje arranjei um tempo, bem cedinho, para fazer esta postagem da amiga Regina, um emocionante texto por ocasião do falecimento do Tio Vitinho há poucos dias, em 21/7.
Victor Fernandes da Silva (1936 – 2022), filho de Seo Antônio e Dona Benedita e irmão de Ana Maria e Odette (mãe da Rê), uma querida família migrante que abraçou Ubatuba desde o ano de 1959, se aposentou, após 37 anos de serviços prestados ao Estado. Foi um dos funcionários do DER que trabalhou na rodovia entre Ubatuba e Taubaté, porém nunca passou um dia sem se envolver em alguma atividade. Agora nos deixou.
Quem eram Seo Antônio e Dona Benedita? Os pais de Odette, Victor e Ana Maria, avós da Rê e de mais gente que nos honra exercitando a cidadania! Somente os caiçaras mais antigos se lembrarão daquele casal que morava na Prainha do Padre (ou do Matarazzo). Com eles eu tive o privilégio de tomar café algumas vezes e escutar suas histórias. Outro dia a gente fala mais dessa gente humilde e valorosa que contribui ainda hoje por intermédio de seus descendentes. Mas vamos ao texto!
Uma história linda de morrer
Um título intrigante, de um dos livros da Dra. Ana Cláudia Arantes que peço licença para utilizá-lo nesse pequeno depoimento.
Sim, já vinha me preparando para esse momento de partida, despedida, passagem de vida por assim dizer, mas vivi nessas últimas oito horas na manhã do dia 21 de julho de 2021, uma experiência como nenhuma outra.
Por dias aguentei firme sem derrubar se quer uma lágrima, insensibilidade minha? Jamais! Empatia? Não senão não conseguiria ajudá-lo. Compaixão? sim. Pois esse sentimento nos permite ser útil na medida do possível. Mas quando o vi lutando de forma serena ainda que ofegante para encontrar forças sabe lá Deus de onde para continuar apenas respirando, pedi licença, me retirei e, confesso, caí em pranto de um jeito que pude sentir meu coração naquele momento se derretendo em lágrimas. Então deixei vir tudo o que estava guardado por dentro e por e fora. Depois respirei bem fundo por alguns minutos para tentar me recompor e voltei ao seu lado da minha mãe, tia e primas.
Quanta coragem presente naquele corpo já entregue a Deus, naquele corpo tão fragilizado por fora e tão doente por dentro. Ele dizia que já não sentia mais dor nas últimas 24h, apenas dizia que estava muito cansado... também pudera, pois cada vez que deitado pedia para senta-se, tenho certeza que por estar já há dias sem comer ou beber, era como se ele gastasse ali as poucas energias que ainda lhe restava. Ofegante, muito ofegante ele repetia: “Ai.... tô muito cansado....muito cansado...”. E sua respiração ficava cada vez mais curta... Mas em nenhum momento chegou a dizer " Meu Deus me leva! " . Que lição de vida ele me deixou! Obrigada! Porque você não me deu trabalho algum tio.
(Pausa....) Minhas lágrimas recomeçaram, pois ele esperou seu momento chegar, sem desespero algum, aceitando todo o carinho, através do toque das nossas mãos, dos olhares das cinco mulheres que se fizeram presente nessas últimas horas de sua vida. Suas duas irmãs a mais velha e a caçula e as três sobrinhas que lhe cercavam com abraços, beijos, carícias e uma enorme força espiritual do desejo que tínhamos de não ter que vê-lo fazendo tamanho esforço. Nosso desejo era o de poder oferecer-lhe um final com muita dignidade e respeito, o respeito que todo ser humano merece nesse momento.
Quanta presença de Deus pude sentir estando na presença dele. Seu silêncio se juntou ao nosso silêncio. Sua dor também foi a nossa dor e sua serenidade foi a mais impressionante que já vi e vivi na vida.
Antes que o levassem, o abraçamos dizendo o quanto o amávamos. Tocávamos aquele corpo tão seco e de tão magro que estava, pois estava muito desidratado, um corpo que em vida quase não pode sentir o toque das mãos das pessoas por ser ele uma pessoa tão tímida, tão reservada, muito embora gostasse de brincar com a gente as vezes.
Uma de suas sobrinhas ainda conseguiu lhe tirar um pequeno e tímido sorriso quando disse que ele tinha covinha no rosto. E foi assim, então, que aquele semblante deixou em nós a certeza de alguém que se fora em Paz e a certeza de alguém que foi muito amado pelas pessoas mais importantes de sua linda trajetória de vida. Esteja com os anjos a lhe rodear.
Se estamos fortes nesse momento, acreditem essa força não é nossa.
Valeu, Rê!
terça-feira, 2 de agosto de 2022
MULHERES VITORIOSAS
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| Raquel, Sônia e Regina - Arquivo Rê |
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| Uma pose com o Cacique Altino - Arquivo Rê |
No dia 16 de junho, há duas semanas, a líder indígena Sônia Guajajara esteve na aldeia Renascer, no bairro do Corcovado (Ubatuba). A nossa estimada Regina, após a visita, produziu este texto que merece ser conhecido e refletido por mais gente. Olhando a imagem, penso: "Mulheres resistentes e representantes de tantas vitórias e inúmeras perseguições ao longo da nossa história. Só por isso já são vitoriosas!". Gratidão, Rê.
Uma manhã mais que diferente, uma vivência junto a essa gente que tem tanto a nos ensinar com sua Espiritualidade, ancestralidade, sua Cultura.
Sua língua, a qual deveria ser ensinada em nossas escolas como uma das línguas mais importante, são cheias de significados riquíssimos, sem contar nas palavras que já utilizamos sem sequer saber que é quase tudo Tupi.
Seu modo de plantar e de colher, de dividir o que tem, a coletividade que eles vivem, mas que passa longe de quem não sabe tamanha importância .
Seu modo de viver a vida, a espontaneidade dos curumins, a força, a alegria presente no rosto dos homens das mulheres, dos jovens quando parecem ver que tudo caminha em harmonia entre eles.
Mas, infelizmente, há quem pense ou acredite fortemente que são eles – os indígenas-, o grande “perigo” da nossa sociedade. Fingem não querer saber que o maior e grande perigo mesmo, são aqueles que não apoiam a causa indígena e não Respeitam a Mãe Natureza como nossa Mãe, Nossa Casa, um paraíso deixado por Nhanderuvuçu com direito a tudo para que pudéssemos apenas agradecer, desfrutar, cuidar e dar a continuidade da semente. Mas, infelizmente, o que há anos presenciamos, é pra lá de triste, é a natureza sendo desmatada, devastada, dilacerada a cada dia pelo mão do homem, que não dá mesmo pra ser considerado como um Ser Humano. Se entendéssemos que “Apoiar a causa indígena é apoiar a nossa própria existência” como diz Sônia Guajajara, uma das grandes líderes indigenista, mulher que se faz presente na vida hoje desses povos, não veríamos tanto desmatamento, descuidados e (des) envolvimento tirando a vida daqueles que deveríamos ter como irmãos.
Se você puder ao menos apoie essa causa porque antes de tudo ela é Nossa Também!
domingo, 31 de julho de 2022
YVY MARÃ’ENY (TERRA SEM MALES)
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| A professora e seu filho - Arquivo JRS |
No espírito da busca da terra sem males, ponto de partida da mística dos povos guarani, dos guarani mbya, eu, minha filha e outras pessoas partimos para a aldeia Rio Bonito, em Itamambuca, para aprendermos sobre a lingua desse grupo vindo de Paraty há alguns anos apenas, mas donos desse território imenso, dessas terras da América do Sul, desde quando não existia ainda essas divisas demarcadas pelos europeus exploradores.
Ivanildes e seus parentes nos acolheram assim que atravessamos o maravilhoso rio Itamambuca. Um café com iguarias da terra foi nosso primeiro momento antes da aula. Todos estavam bem, à vontade, prontos para aprender e dar mais passos para uma maior interação com essa parcela dos povos originários que se compõem no município de Ubatuba.
O material de estudo é simples, com base em livros didáticos que servem ao grupo étnico em suas escolas. Caso lhe interesse, o curso também é parte de uma meta deles: construir uma nova cozinha comunitária. A contribuição de cada participante ajudará nisso. A lousa, devidamente amarrada num tronco de palmiteiro [jiçara], foi um dos recursos à mão de Ivanildes que nos envolveu em seus ensinamentos, na aula. Achei importante a prosa inicial: “Javyju [bom dia]. A nossa língua é o nosso espírito. Se ela morrer, a cultura da gente desaparece também”. Quem nunca parou para pensar nisso? (Eu grifei jiçara acima porque era assim que os caiçaras falavam. De seus troncos eram preparadas as ripas usadas para sustentar telhas, armar pau a pique e tantas coisas mais). Do antigo povo Tupinambá, um dos esteio da cultura caiçara, eu vivi alguns aspectos (de cultivo de rotação de espaços de roçados, das coivaras, dos conhecimentos das plantas etc.). Meus parentes caçavam com as mesmas técnicas herdadas há séculos, se viravam com aquilo ofertado pela natureza. Ah! Eu puxei pela palavra pitirão. Sabe o que é? É se ajudar, trabalhar juntos! As casas caiçaras, os roçados e as festas eram realizações por pitirões. Por isso quis saber se havia um termo guarani mbya para esse traço cultural. “Sim, é nhanhopỹtỹvõ”. Outra reflexão se deu em torno da palavra tamoi. Novamente a Ivanildes esclareceu: “Tamoĩ se refere a avô. Não o meu avô xeramoĩ, mas avô como homem sábio, de máximo respeito ao nosso povo. Quando se refere à avó de igual reverência é xaryi. Xejaryi é minha avó”. E lá veio uma mostra da histórias ancestrais do povo guarani! Coisa maravilhosa!
Sabe o que é yvy rupa? É planeta; a terra, chão de todos nós. É o ponto de partida de cada encontro da comunidade na Casa de Reza: “A primeira reza do pajé é pra yvy rupa”. Por fim, tal como a Ivanildes eu digo: peju xerekoapy (estou agradecendo a vocês por terem vindo), visitado coisasdecaicara.blogspot.com. O meu desejo é que sejamos um só povo a resistir contra o mal, com a graça de Nhanderu (o pai de todos nós).
sexta-feira, 29 de julho de 2022
O TESOURO DO POSSIDÔNIO
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| Embarcação - Arquivo JRS |
Seo Possidônio, pescador do Saco do Sombrio, era um grande contador de histórias. Eu o conheci lá mesmo, no Sombrio, quando a Regina foi trabalhar como professora na escola local. Isso já completou 30 anos. Dessa época vem a minha amizade com Vera e Pedro Antônio, outrora professores na Ilha dos Búzios, parte do mesmo arquipélago da Ilhabela. Para desembarcar lá era feita uma manobra que exigia agilidade e pernas boas: uma estiva de paus roliços se espalhava sobre a costeira, por onde subiam as pessoas, as mercadorias e as canoas para serem guardadas nos ranchos. Assim se repetiam os embarques e desembarques na Serraria, Búzios e Vitória, outras ilhas vizinhas onde ainda temos os parentes caiçaras. Ou seja, lugares sem praias. Conforme eu comecei, Seo Possidônio, dentre tantas histórias, me contou do naufrágio do navio espanhol Príncipe das Astúrias.
"Foi assim, meu filho: eu era criança de tudo quando aquele mundo de navio bateu na laje, ali na Ponta da Pirabura, naquele lugar que sempre foi bom de peixe. Garoupa então, ai, ai, ai... Neste tempo, desde sempre, é em volta da laje que a gente que pesca está se acabando na espada. O menino do Élcio me disse ontem mesmo que eles levaram para o porto [centro da Ilhabela] uma quantia que encheu quinze caixas no mercado. Já pensou?! Então, foi lá que aconteceu o infortúnio. Era começo de março, logo depois do carnaval. Os mais velhos diziam até que foi castigo de Deus por eles terem farreado demais, fazendo coisas que não se deve. Eu hoje penso que pode até ter sido devido à grande festa que falavam de ter acontecido a bordo. Vai saber! De repente o comandante bebeu demais, o timoneiro adormeceu, passou perto da costeira...e...o destino foi a pedra rasgando aquilo tudo, levando a pique quase que imediatamente aquela carga toda, aquela gentalhada. Só sei dizer que muitos corpos foram encalhando por todo quanto era lado. Dizem que até em Ubatuba a correnteza levou defuntos. Nem tinha como enterrar tanta gente. Urubus, guaiás e outros bichos fizeram a festa”. Nessa hora eu intervi na prosa, contando das histórias dos meus antigos a respeito dos corpos encalhados na Bela Vista, entre as praias da Santa Rita e Enseada. “Pois é, meu filho, foi assim. Depois eu cresci, me tornei um bom mergulhador, mas nunca tive equipamento para ir naquela profundidade, ver se alcançava alguma coisa de valor. Você acha que, entre tantas cargas afundadas, não deve haver ainda um monte de coisas que vale a pena uns mergulhos? As notícias falavam de quase quinhentos mortos nessa viagem que partiu da Espanha e seguia para a Argentina. Coitada dessa gente! Agora eu estou velho, mas ainda sinto vontade de mergulhar nas profundidades para vasculhar o que resta de tudo aquilo. Quem sabe eu não encontre um tesouro, né?”. E terminou tudo em uma gostosa gargalhada.
Nota histórica: o Príncipe das Astúrias naufragou no dia 5 de março de 1916. Oficialmente tinha capacidade para transportar mil e novecentas pessoas, mais a tripulação. Tudo isto se compõem no Tesouro do Possidônio. Certamente que muita gente já vasculhou os destroços na Ponta da Pirabura. Seo Possidônio faleceu há alguns anos levando o sonho do tesouro.
quarta-feira, 27 de julho de 2022
A MULHER NO FANDANGO
| Na beira do mar - Arte: JRS |







