quarta-feira, 7 de abril de 2021

A CIDADE E AS RUAS

 

Esboço  (Arquivo JRS)

       Eu estava lendo um documento de 1891, do Dr.Esteves da Silva, quando achei a seguinte descrição, sob o título: Topographia da Cidade de Ubatuba.  Transcrevo como está escrito, no português da época. Não estranhe.


        A esnordeste de S. Sebastião, e margem direita do rio Grande e à esquerda do Lagôa, acha-se a cidade em terreno plano, à beira do mar.

    As ruas, quasi todas, são rectas, bem traçadas, e as casas geralmente terreas, existindo, porém, algumas assobradadas e bonitos sobrados.

      Possue 306 casas: a orientação das ruas que sobem do mar é de E. para O. com ligeira inclinação para o norte; e as que cruzam parallelamente á praia, dirigem-se de nordeste para sudoeste. As primeiras recebem francamente a viração do mar e as outras são arejadas pela viração do sul. Conta pouco mais de 14 ruas e 4 praças.

     As principaes denominam-se: Boa Vista, costeando a praia, em frente da bahia, com uma orla de arvoredos; d'esta partem, cortando-a e tomando direcção para o interior da cidade, as seguintes: rua do Rio Grande, do Dr. Esteves, Direita, Conceição, Municipal, S. Miguel e Liberdade. Parallelamente á rua da Boa Vista correm as ruas Benevides, Salvador, Esperança, Formosa, Indayá.

     Há no coração da cidade, uma rua importante pelo grande número de casas de commercio, derivando d'ahi o seu nome de rua do Commercio e onde se depara a casa do Mercado Publico, pertencente á municipalidade.

     A largura das ruas é de 10 a 14 metros, pouco mais ou menos. Possue as seguintes praças: 15 de Novembro, arborisada, beirando o mar e o rio Grande, ahi ha a rampa e o mercado de peixe; 13 de Maio, grande e vasto largo, quasi todo rodeado de pequenas e singelas chacaras; a praça do Programma, local tambem arborisado, occupando o centro o maior chafariz da cidade; e o largo da Matriz, circumdado por lindas palmeiras [...] que contém a Eschola Nocturna para ambos os sexos e uma Bibliotheca Popular; associação particular esta que é proprietaria do edificio e vive com auxilios de seus socios, desde Julho de 1875, epocha de sua fundação.


Mapa da cidade (Arquivo Ubatuba)


   Agora, comparando o esboço que eu fiz com o mapa da cidade, de meados do século XX, sobreviveram as seguintes denominações: Dr. Esteves, Conceição, Benevides (Salvador Correia de Sá e Benevides) e Liberdade. A rua que hoje é chamada de Tomaz Galhardo, outrora Municipal, em meados do século XX era denominada de José Adorno. Ou seja, oficialmente três nomes se sobrepuseram ao mesmo logradouro. Quem sabe, anteriormente, era apenas o caminho do Bito João, ou o carreiro da anta... Vai saber!  E o que aconteceu com aquela água que corria entre as ruas Hans Staden e Cunhambebe, que formava um charco na rua da Liberdade e seguia para a Barra da Lagoa? É a degradação ambiental. A mesma que já acabou com a vida de reinos poderosos.

terça-feira, 6 de abril de 2021

AS RUAS DA CIDADE

 

Arte na rua (Arquivo JRS)


    Houve um tempo, distante, em que as cidades tinham os nomes de seus logradouros bem conhecidos, inclusive nas razões das suas denominações. Eram homenagens para personalidades da nossa história e da história universal, de acontecimentos importantes etc. Por isso eu parei para pensar nos nomes das ruas da nossa Ubatuba. A primeira, na entrada, que chega até a beira da praia, traz o nome de Thomaz Galhardo. Quem foi?

    Seguindo os registros confiáveis, Thomaz Galhardo foi um educador que se destacou em seu tempo. Nasceu, segundo a História, numa casa próxima de onde hoje é a Avenida Yperoig, em 29/12/1855. Nome completo: Thomaz Paulo de Bom Sucesso Galhardo. Foi autor de alguns livros didáticos. Até já li que é dele a primeira cartilha amplamente adotada no Estado.  Dizem que a sua obra “Monografia da letra A” foi citada por Rui Barbosa em sua crítica à redação do Código Civil.

    De acordo com a obra São Paulo – Litoral Norte, de Lita Chastan, Thomaz Galhardo elaborou (organizou) o regulamento do Ginásio do Estado e da Escola Politécnica a pedido do Dr. Cesário Mota, recebendo por essa tarefa os maiores elogios da Secretaria da Educação.

    Apesar de uma vida curta (faleceu em 30/06/1904), deixou importante contribuição ao magistério. Ou seja, valiosos passos na educação pública se deve a esse homem da nossa terra que viveu no Segundo Império e no início da República Brasileira. De um jeito ou de outro, as suas reflexões em torno da educação escolar chegaram até nós.

   Thomaz Galhardo era um pensador de vanguarda; mereceu ter seu nome na rua principal da cidade. No Museu Municipal há mais informações dele, vale a pena visitar; funciona na Cadeia Velha, próximo da Fundart. Mas...conforme sabemos, "a História é escrita pelos vencedores". Portanto, deve ter muita coisa a ser pesquisada e revelada em torno desse personagem. Mãos à obra, pessoal!


Em tempo: as terras do Sertão das Cotias, no Rio Escuro, nos documentos antigos, estão registradas em nome da família Bom Sucesso Galhardo, do tempo da produção cafeeira. Hoje, segundo o meu primo, morador do local, as ocupações desordenadas que ocorrem ali são preocupantes porque há desrespeito às leis ambientais da Mata Atlântica, ameaças aos rios etc., além de alguns que se aproveitam para fazer especulação imobiliária.

 

segunda-feira, 5 de abril de 2021

UM ESTRONDO MEDONHO

 


"Nesse morro era a roça do Velho Firme" (Arquivo JRS)


      Certa vez, criança ainda, pescando com o meu pai perto da Ilha Anchieta, ele me falou, apontando para um morro que se destacava: “Aquele é o Morro do Papagaio, onde há muito tempo um avião caiu, não se salvando quase ninguém”. Em seguida, olhando para a Ponta das Toninhas, continuou: “Foi no mesmo ano em que aconteceu ali um acidente que até hoje ninguém explica o que foi”. Aí eu me interessei mais, querendo saber mais detalhes. Então ele me explicou aquilo que havia escutado de alguém: “Quem me contou foi a Dorcelina, que nasceu, se criou e ainda mora ali no canto das Toninhas. Me disse que era hora do almoço quando uma luz muito forte veio rente ao mar. De repente ela subiu e houve uma grande explosão, assustando todo mundo. Pedaços de metais voaram pelos ares e uma coisa maior afundou no mar. Todos pensavam que era o fim do mundo. Logo três navios chegaram ao local. Os moradores receberam a ordem para ficar em casa e de entregar qualquer coisa diferente que achassem na praia, ao redor de suas casas ou na roça. Depois retiraram o que tinha afundado, recolheram mais coisas por ali e se foram. Nunca deram satisfação do que aconteceu naquele lugar”.


     Fiquei com aquela história na cabeça até que, em 1980, conheci o Seo Miguel Firme morando na beira do campo de futebol do Itaguá. Quando ele me disse que nascera na costeira das Toninhas, me despertei para a história da Dorcelina, da tal coisa que explodira no mar. E Ele confirmou:

        “Foi mesmo, rapaz. Eu morava lá ainda, perto do meu pai, mas já era casado. Foi um estrondo medonho daquela claridade que vinha acompanhando o mar. Não tinha como não perceber que era uma coisa muito diferente, capaz até de ofuscar o sol do meio do dia. Aquilo brilhante, chegando perto da ponta, no parcel, subiu uns trinta metros e se arrebentou, voando cacos para todo lado. Na nossa roça mesmo caíram vários, de tamanho até maior que uma mão. Na mesma hora, o pai do Bito Cristóvão, que era inspetor de quarteirão, se mandou para a cidade a fim de notificar as autoridades. No dia seguinte, bem cedo, três navios da Marinha estavam próximos do lugar do acidente. Desembarcou um monte de gente na nossa praia; foram logo ordenando que ninguém saísse de casa, nem ficasse vendo o trabalho que seria feito. Depois de recolherem pedaços daquela coisa na praia, ainda deram ordem de ninguém guardar nenhum objeto estranho em casa, nem daqueles pedaços. Caso achassem, deveriam entregar a eles ou à autoridade, ao delegado da cidade. Ele saberia qual encaminhamento dar. Só que até o dia de hoje nunca mais falaram nada a respeito do que aconteceu ali, nas Toninhas”.  Quando eu perguntei em que ano isso aconteceu, ele, citando a idade de seu filho, afirmou: “O Miguelzinho ainda era pequeno. Então foi pouco depois de 1955”.

     Dias atrás, voltei a pensar no assunto gerado na fala do meu finado pai. Fui buscar na imprensa da época alguma notícia do tal acidente. Achei na Revista O Cruzeiro, de 1960. "Seria um disco voador que se deu mal, voando tão próximo da água?". Comentei brincando assim com a minha família. Na mesma hora fui incentivado a publicar algo a respeito. Assim nasceu este texto.


Em tempo:    Deixo aqui a referência para quem quiser saber mais detalhes: 

http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=003581&Pesq=discos%20voadores&pagfis=130455


domingo, 4 de abril de 2021

(IN) FELIZ PÁSCOA!

 

Simples e lindas  (Arquivo JRS)



Um dia;

Um povo;

Gente de todo jeito.


Uma vida;

A libertação do cativeiro;

A felicidade por direito.


Bem longe a meta;

Passos...mãos juntadas...carinhos que animam;

Grupo numeroso está no eito.


A doença se espalhando

Em minhas pessoas queridas;

Época cheia de defeitos.


Quem sofre dores;

O desdenho aos pobres:

Muito ainda a ser feito.


Das entranhas...fôlego;

Das lágrimas...solidariedade.

Uma certeza: nada é perfeito.


Os abraços longes;

As festas ausentes;

Negações corroendo o peito.


Vozes contra a necropolítica;

Discursos de ódio aos montes;

Libertação em caminho estreito.


Mesmo assim... Dentro... Uma Páscoa!



sábado, 3 de abril de 2021

MALHAR O MATADEUS OU O CARIOCA?

 

Tia Ana e eu (Arquivo JRS)

      Acordei pensando na querida tia Ana, da praia da Fortaleza, que se aproveita de toda ocasião para demonstrar seu fervor religioso, tal como a tia Maria da Barra, a tia Iaiá, em outro tempo. O texto é antigo, já foi publicado, mas cai bem no espírito da Semana Santa.

     Todos já sabem da importância da repetição e da tradição oral para aprendermos um monte de coisas. Se isso tem um grande valor hoje, no século XXI, imagine em outros tempos, quando até mesmo os livros eram mercadorias raras e poucos sabiam ler. Assim, escutar aquilo que os outros sabiam era de uma satisfação imensa, sobretudo quando éramos, na nossa infância, sedentos por saber e transbordantes de curiosidade em relação ao mundo e às demais culturas.

                A tia Maria, a nossa tia Iaiá, irmã da vovó Eugênia, era a tia de todo mundo e uma adorável contadora de causos. A sua casa, vizinha da moradia do Nhonhô Armiro, no jundu, sempre teve grande movimentação. Quanta coisa linda tinha por ali! Na mesa da sala estava o que mais despertava a nossa atenção: um oratório. A partir dele ouvíamos as narrativas daquela humilde mulher. Lá, partindo de uma gravura onde era retratada a via sacra de Jesus Cristo, demos importantes passos na catequese.

                Se aproveitando de uma tarde escura, com relâmpagos se derramando na linha do horizonte, a tia Maria falou da construção do mundo em seis dias e do dia sagrado de descanso. Depois explicou que, “da ingratidão humana, veio o pecado. Por isso Nosso Senhor Jesus Cristo foi enviado para ensinar os homens a vencerem o mal”. Continuou a titia: “porém os homens rejeitaram o filho de Deus, entregando-o para a crucificação”. Nessa parte, pegando um martelo e pregos enferrujados, ela batia na mesa bamboleante. Era medonho o barulho e as suas caretas significando os pregos perfurando carne, nervos e ossos. Em seguida, se valendo de uma bacia de alumínio e uma concha, o cômodo vibrava todo com uma grande barulheira. Dizia a narradora que “semelhante barulho se ouviu pelo mundo inteiro quando Nosso Senhor Jesus Cristo expirou” e “as coisas se partiram mundo afora, tal como a cortina do Templo de Salomão”. Depois completava: “Vocês não viram ainda aquela pedra imensa lascada sobre a Laje Grande e aquela outra na Ponta? Pois é! Também é daquele tempo, daquele momento de sofrimento do Santo”. De ato em ato, de fala em fala, recorrendo aos meios que tinha em mãos, aprendemos tudo (ou quase tudo); até decoramos os nomes dos seguidores de Jesus, inclusive os dois Judas. "Tem o Judas Matadeus e o Judas Carioca". Bem mais tarde pude fazer as devidas correções. Afinal, um era o Judas Tadeu, enquanto o Judas Iscariotes foi aquele que traiu Cristo, recebendo por pagamento algumas moedas. É o que dizem os evangelistas. Por isso ele é malhado ainda hoje.

Em tempo: tia Maria, a tia Iaiá, foi casada com o tio Lindo do Cedro. Seus filhos: Jonas, Rosa, Aparecida e João.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

DONA VIRGÍNIA - PARTE VI

 

Padre João Beil em visita aos caiçaras isolados

          Chegamos à última parte do relatório da Virgínia Lefèvre. Que pena!

      Após 10 anos à frente de um trabalho pioneiro no Itaguá e em algumas comunidades isoladas, ela reconhece que chegou ao limite das possibilidades de ação. Se aposentou? Não! Na verdade, ela continuou atuando na comunidade do Itaguá  como educadora e promotora de importantes iniciativas. Um exemplo que perdurou até deixar  de morar em Ubatuba foi a promoção do artesanato e das pessoas que trabalhavam neste setor. Me recordo que, por volta de 1983, a tia Maria Mesquita, moradora da Estufa, confeccionava tapetes e chinelos em palha de taboa a pedido da Dona Virgínia. Sebastião Raizer, morador do mesmo bairro da titia,  era um importante auxiliar nesta fase que é referência do artesanato caiçara do nosso município. (Talvez eu consiga entrevistá-lo mais adiante).

     Em 1982, a Câmara Municipal de Ubatuba concedeu-lhe a Medalha de Anchieta e o título de Cidadã Ubatubense por reconhecimento aos méritos dessa "pessoa maravilhosa", conforme o testemunho do Tié, do grupo dos primeiros alunos, em tempo distante, na escola do Sertão do Ubatumirim.

        Em 1987, faleceu na cidade de Atibaia, essa senhora tão benemérita à nossa gente. A nós, ubatubenses de gerações posteriores, fica a tarefa de cultivar, em nosso jardim caiçara, mais essa flor da memória que tem o nome carinhoso de Dona Virgínia. Será esse conjunto, essa diversidade de flores e cores, que estará sempre perfumando o nosso ser, a nossa existência.


Nosso bom aparelhamento didático faz com que as substitutas diplomadas deem preferência a trabalhar conosco. Em Itaguá temos professoras formadas, donas das cadeiras; na Almada e no Camburi, duas substitutas diplomadas; e na Caçandoca e no Sertão de Ubatumirim, professoras leigas, isto é, sem diploma, que fizeram estágio no Auxílio ao Litoral de Anchieta, em Santos. Três outras moças de Ubatuba, que atualmente moram comigo em São Paulo, também estão estudando para voltar ao litoral e ensinar seus conterrâneos. 

 

Reconheço que chegamos agora ao limite de nossas possibilidades de ação, A S.P.E.S. já provou que a dedicação muito pode, mesmo com parcos recursos, e que o caiçara, com um pouco mais de saúde, melhor alimentação e rudimentos de instrução, é outro homem. Entrei em contato com uns frades missionários aos quais pretendo passar meu trabalho de direção, continuando como simples colaboradora. Sob a égide da Igreja Católica, eles poderão realizar um trabalho em escala muito maior. 


Em tempo: o mano Mingo me avisou que uma bisneta da Virgínia Lefèvre, moradora no bairro do Taquaral,  é professora da rede municipal. Pode ser que consigamos mais material para futuras matérias no assunto deste relato.

quinta-feira, 1 de abril de 2021

DONA VIRGÍNIA - PARTE V

    

Crianças e alimentação escolar


     Dona Virgínia, além da escolarização em pontos de norte a sul, também envolveu as famílias e seus problemas, pensou na economia, na saúde etc. Me parece que, mediante as preocupações dessa mulher, movimentadas há mais de setenta anos, nós somos questionados em nossas ações e/ou omissões diante das iniciativas comunitárias e da valorização das nossas coisas de caiçara. Tomemos como exemplo as iniciativas dela que foram muito além da escolarização. Podemos e devemos agir, com certeza! 


A escolinha, afinal, começou a funcionar em 1946, na praia do Itaguá, a quatro quilômetros de Ubatuba, num terreno doado pelo Sr. Bráulio Santos. E os alunos sempre encheram a modesta sala de aula, não raro ultrapassando o número legal de quarenta. Como tinham parentes em Caçandoca, estes vieram pedir uma escola também. Esta foi inaugurada em 1949. No ano seguinte a Prefeitura de Ubatuba autorizava a instalação de outra no Camburi, de uma quarta na praia da Almada, em 1951, e mais uma em 1954 no Sertão de Ubatumirim, longínquo e isolado. Todas foram construídas e são mantidas pela S.P.E.S., sendo que a municipalidade de Ubatuba paga os ordenados das professoras nas três últimas e o Estado, nas duas primeiras. Em 1953 a Sociedade passou a receber subvenções do Estado, por ter sido declarada de utilidade pública. O programa das escolas é uniforme, idêntico, aliás, ao de qualquer Grupo Escolar, e elas recebem visita anual do Inspetor Estadual. Em 1955 tínhamos duas dezenas e poucas crianças em cada uma delas (por falta de auxiliares, minhas estatísticas são muito falhas). 

 

Mas nossas escolas não se limitam só às crianças e à sala de aula. Cuidam também dos adultos, alfabetizando-os à noite, ensinando as mulheres a costurar a máquina e preparar alimentos mais sadios; distribuem aos pescadores fios para as redes e peças para os barquinhos que eles próprios constroem; aos lavradores dão formicida contra a saúva, ensinando-os a diversificar suas culturas e fazendo distribuição de sementes e remédios. Esse auxílio abrange umas seiscentas pessoas, atualmente.

 

Há pouco tempo, a Sociedade realizou um concerto beneficente e, com a renda, comprou um motor para um dos barcos, a fim de que os homens do Sertão de Ubatumirim possam levar víveres para vender aos caiçaras do Itaguá mais barato do que os armazéns de Ubatuba. 

 

Em tempo: recorde no mês de março:  28.932  acessos