Na
casa do Constantino de Araújo, num dia de muito calor, eu parei para um gole de
água e puxei uma prosa. Aproveitei do Aristeu para ir visitar os lugares e
conhecer a praia do Simão (também chamada de Brava do Frade). Na porta da sala
da humilde casa de pau-a-pique e sapê, sentados nas pedras que serviam como
calçada, nós ficamos um longo tempo conversando com o dono. Era sábado. Ninguém iria
pescar porque estavam esperando o padre.
A
missa seria celebrada na casa do Luís Januário, no mesmo cômodo que servia como sala
de aula. Logo chegou frei Alberto, um italiano ruivo (ou louro?), duramente
castigado pelo sol na longa caminhada que empreendeu desde a Maranduba. O Chico
Romão o acompanhava: carregava uma mochila com os paramentos canônicos. Eu e
Aristeu resolvemos ficar e só retomar o caminho de volta após a missa. Assim
fizemos. Depois, conversando com o frei, conseguimos convencê-lo a ir conosco
para a Ponta Aguda. Eu assumi o cargo do Chico Romão que voltou sozinho para a
sua gente.
Chegamos
à casa do Aristeu quando os curiabôs começavam a piar. Depois de um banho na
cachoeira, estávamos à mesa saboreando a gostosa refeição preparada pela
Odócia. As lamparinas nos iluminavam. Após o jantar e um pouco mais de conversa,
fomos dormir. Éramos só cansaço depois de um dia de caminhada! Os donos da casa
transbordavam de felicidade por hospedarem o bondoso frei Alberto. Este, no dia
seguinte, celebraria uma missa na casa da ASEL; depois seguiria o rumo da
Tabatinga em companhia do Zeca da Paulina. Lá se vão quase quarenta anos!
Ah!
Junto conosco, na caminhada até a praia do Simão, foi uma cachorra amarela. No
outro dia cedo deu para ver que a sua pelagem era só carrapicho. Coitada. Sobrou para o Edinho limpá-la.
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