![]() |
| Matriz Ubatuba - Arquivo Camila Prado |
Você já pensou hoje nas pessoas que sustentam o seu conforto? Ou em quem você está sustentando com seu trabalho?
Existiu um rei português, Pedro II de Portugal, que muito ansiava para que o Brasil lhe fornecesse ouro e outros metais preciosos. Por isso escreveu, de próprio punho, aos "homens bons" de São Paulo - ou seja, a classe dominante de uma região brasileira - para que se empenhasse nas buscas por riquezas.
Nos dias atuais, determinadas autoridades externas seguem o mesmo princípio do tal Pedro II de Portugal (1648-1706). Fazem de tudo, até interferem nas eleições, para um abocanhamento ao máximo das riquezas do chão brasileiro. A classe trabalhadora é descartável a essa gente depois de ser usada.
Os indígenas, os miseráveis degradados e os negros trazidos para serem escravos eram o sustento dos "homens bons" naquele tempo. Pior: promoviam entradas no território para vasculhar, caçar e exterminar quem já habitava o território "descoberto". Tudo em nome - e por ordem! - de um governante externo, distante. E hoje? Os "homens bons" são da classe dominante! Estão a serviço de quem? Dos interesses de nações que querem continuar vivendo das riquezas desta terra, do trabalho deste meu povo! Para obterem sucesso, as nações expoliadoras contam com aliados internos, os tais "homens bons" do tempo presente. Não importa para eles que a nação brasileira se torne um território de gente morrendo à míngua. Um trecho de música, na minha juventude, denunciava: "Do lado de lá só quem sobe, do lado de cá só quem desce. Do lado de lá quem festeja, do lado de cá quem padece".
Basta, né? De homens bons os "homens bons" não têm nada! Portanto, descartemos eles nas escolhas dos nossos representantes políticos.
Em tempo: recomendo a leitura do livro Boa Ventura!, de Lucas Figueiredo.

Como diria o poeta Chico César, em sua música Deus me proteja:
ResponderExcluir"Deus me proteja de mim
E da maldade de gente boa
Da bondade da pessoa ruim"
Ou seja, quero distância de “gente boa” e “cidadão de bem”
Longe de mim também essa gente, Carlos!
Excluir