terça-feira, 31 de dezembro de 2013

NÃO FAZ MAL UM POUCO DE CABRAL

Praia Mansa; depois, Praia da Ponta Aguda (Arquivo JRS)

  Estive limpando a sepultura de mamãe. É um ritual pessoal. Enquanto tiro alguns matos e preservo as flores, penso que ali estão os restos de quem me deu as coordenadas para a vida. Sou o que sou porque ela foi uma grande mãe. 

Espero que, apesar do correria da vida, não esqueçamos de nossas raízes.

Que 2014 seja cultivado para gerar mais felicidades.

Um grande abraço aos meus irmãos e a todos.

          Parabéns ao amigo Jorge Ivam! Feliz aniversário!

Por entre esta cidade
ainda mais lenta é a minha pisada;
retardo em quanto posso
os últimos dias da jornada.
Não há talhas que ver,
muito menos o que tombar:
há apenas essa gente
e minha simpatia calada.
                       
                                 João Cabral de Melo Neto

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

VELHO RITA (II)


Os foliões do Divino sempre tinham acolhida na casa do Velho Rita (Arquivo Kilza Setti)

Lembrar do Velho Rita é lembrar dos contadores de causos, das praias do Itaguá, do Acaraú, do Tenório; da turma do Janguinho e Santana, da dona Celeste e de tanta gente boa. Essa gente antiga de Ubatuba! Esses velhos caiçaras!
           Lembrar do saudoso Sebastião Rita é lembrar das suas histórias, de um tempo onde éramos mais despreocupados com tudo. Quase tudo se justificava por uma boa prosa. Só o tempo era o senhor: “Se chover eu faço isso; se fizer sol eu faço aquilo”.
Quantas vezes eu encontrei o Velho Rita na beira do rio ou no banquinho, quase sempre com o compadre Miguel Firme, olhando as crianças jogando bola no campo do Itaguá! E o tempo passava repleto de palavras, de causos e histórias.
Num dia desses, juntamente com o Zizo, recordamos alguns desses causos; revivemos o espírito do Sebastião Rita. Em situação assim, diria a saudosa dona Josefa: “Vocês não vão na corrida do Bastião Rita. Não fiquem na fiúza dele”.

O Zizo citou o tio Filadelfo como outro grande admirador das prosas do Velho Rita. Disse que, ao vir da cidade de São Paulo para visitar os parentes, o primeiro lugar a ser visitado era a casa do contador de causos, que ficava na margem do Rio Acaraú. Depois, além de reproduzir as histórias, ficava comentando a esperteza e o talento do velho caiçara. Que bom! Assim nós aumentamos o nosso repertório e vamos dando a conhecer mais coisas desse homem apelidado de Velho Rita.
Depois que eu contei da tela mosquiteira: 

“É coisa boa esse tal de 'mosquiteiro'. Só que lá em casa só funcionou por alguns dias. É que os pernilongos descobriram como entrar. Aprenderam a fazer furo nele: eles vão no fogão, que está apagado, mas tem brasa viva ainda, esquentam o bico e voltam para a tela. Na hora, com a extremidade ainda quente, não tem mosquiteiro que resista. Assim eles fazem a festa em mim e na velha”.

Em cima dessa, tascou o Zizo:
- Titio Filadelfo, ao encontrar o  Sebastião Rita perto do campo de futebol, admirando a pelada da rapaziada, foi logo perguntando de como estava passando, sobre a família etc.

“A família tá bem. Tá tudo muito bem, graças a Nosso Senhor Jesus Cristo. Só eu é que levei um susto, quase pifei de vez. Foi assim: eu estava vindo da praia, de puxar rede com o Aládio e o compadre Florindo. Trazia um quinhão de embetara. 
Cortando o caminho pelo campo, onde a molecada brincava de pega-pega, de repente eu senti um agulhada no peito, bem no coração. Senti que o coração parou. Aí eu parei, fiquei durinho em pé. Só pude gritar para a criançada: me ajudem aqui, me empurrem porque o coração parou. Os meninos largaram tudo e correram pra me acudir. Foram me empurrando, empurrando, empurrando...De repente o coração voltou a bater. Então eu comecei a andar por conta própria. Agradeci muito. Aquelas crianças foram a minha salvação. Eles só continuavam perguntando: Tá tudo bem, seu Tião? Tá tudo bem?
Mas olha! Quase que fui! Se não fosse os meninos fazerem eu pegar no tranco, a essa hora já tinha sete palmos de terra por cima deste corpo velho”.

Gostou? É só para entender melhor a antropologia caiçara.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

VELHO RITA (I)

Ilha dos Búzios (Arquivo JRS)


Lembrar do saudoso Velho Rita é lembrar da sua saudosa e querida Josefa.

Lembrar da Josefa é lembrar da Praia da Maria Godói, em Ubatuba. Ela foi a última caiçara nascida nesta praia, por volta de 1920.

Lembrar da Praia da Maria Godói é lembrar de muitas caminhadas e pescarias num lugar maravilhoso, onde estão as marcas (de antigos moradores) que sempre me convidaram para uma escavação arqueológica a fim de entender melhor a antropologia caiçara.

Mas...lembrar desta praia é, sobretudo, se angustiar. O motivo? Há alguns anos, o acesso muito usado, que passa pelo condomínio da Ponta das Toninhas, foi fechado. Ou seja, um dos acessos, parte de um primitivo Caminho de Servidão dos caiçaras, arbitrariamente está se fechando pela ação de gente milionária, que se acha acima dos direitos dos cidadãos. Como se não bastasse seu emissário de esgotos no mar, seus portos sobre as costeiras, suas mansões que, além de enfeiar nossas belezas naturais, reduziram as nascentes de águas que haviam nos morros e grotas. Falei disso com muitas pessoas. Afinal, não é isso que desejo às futuras gerações. O espaço caiçara deve ser um espaço democratizado, preservado, capaz de alimentar felicidades. O meio ambiente é a nossa principal riqueza!

Ali, ao lado da já citada praia, está a minha querida Praia da Xandra, um lugar adorável, de onde, avistando as conhecidas ilhas, escrevi o seguinte:
Eu tive um avô de pouca instrução, mas com muita sabedoria. Era José Almiro (ou Armiro), da praia da Fortaleza. Apesar de ter falecido há um bom tempo, de vez em quando é inevitável deixar de citá-lo. Suas frases sempre eram certeiras, diziam até coisas que ainda não entendíamos. Hoje eu digo que ele era um pensador, mas daqueles muito reservados, que somente entre os familiares dava os ares da graça. Porém, foi dele que nós (filhos, netos etc.) aprendemos muito “de profano e de sagrado”. Sempre gostei de pescar com ele. Eram os melhores momentos, quando contava coisas incríveis. Certa vez, por exemplo, enquanto curricávamos depois da Lage Grande, no alinhamento de fora entre as ilhas do Mar Virado e Anchieta, de onde, num entardecer maravilhoso, enxergávamos perfeitamente a Ilha da Vitória, o vovô veio com algo muito interessante. Foi mais ou menos assim:

            “Aquela é a Ilha da Vitória, menino. Ainda mora bastante gente naquele lugar, mas muita gente já se baldeou para o continente. Foi lá que, recentemente, por volta de 1960, o meu primo Mané Marreta, depois de se tornar protestante, daquela igreja cinzenta do Lázaro, decidiu propagar os princípios da nova crença. 
      Foi remando até lá com mais um companheiro, o seu amigo Bertolino. Uma linda Bíblia, devidamente embrulhada, seguiu junto num balaio de timbopeva ainda virgem. Chegando lá, depois de puxar a canoa na estiva, subiu morro acima tirando o chapéu a todos. No alto do morro, onde até hoje ficam as casas dos ilhéus, ele arriou o balaio, desembrulhou o estranho objeto para aquele lugar, onde nunca alguém sequer tinha ouvido falar de livro. Demorou um pouco, mas explicou bem sobre o motivo que o levara ali. Logo estava na pregação propriamente dita: falou do dilúvio, do primeiro homem, da Eva e da tentação. Neste ensinamento acerca das tentações ele se demorou mais. Acho que era porque as mulheres, em todas as épocas, continuam sendo tentadoras, principalmente naquele lugar isolado, onde nem sutiã elas conheciam. Só sei dizer, menino, que o Mané não aguentou continuar pregando as boas-novas e ficar olhando os tais volumes tentadores. Voltou rapidamente para o seu lugar, na Praia Brava”.

            “Depois de um período se martirizando pelas tentações peitudas enfrentadas com pouco sucesso, ele tomou uma decisão: foi até a cidade, comprou um monte de sutiãs, embarcou novamente para a Ilha da Vitória, mas desta vez sua mulher, a Bilia, foi levada junto. O trabalho dela era secundário na tarefa missionária, mas muito importante naquele momento. Logo estava entre as mulheres com as estranhas peças. Ela ensinou...ensinou...ensinou...porém, as ilhoas se embaraçavam, achavam complicado as manobras, além de incomodar muito e de tirar a liberdade. Desistiram da tal moda; a Bilia também entregou os pontos. Para encurtar esta prosa, menino, só sei que o meu primo desistiu de evangelizar a ilha. Foi vencido pela tentação (ou tetação?) mamária. Até hoje ele se lamenta pelo ocorrido. Eu desconfio que naquela época a fé dele ainda era muito fraca” .

            Eu completei:

            - Ou é ele que está menos macho hoje? O vovô riu, balançando a cabeça afirmativamente.

            Depois do causo, concluí sobre o nosso lugar: 
           A- No início tudo era permitido;  
           B- Depois veio a religião católica; 
          C- Mais tarde vieram outras religiões; 
       D- As tentações principais – aos homens – continuam vindo das mulheres. Isto prova que o nosso lado instintivo, original, ainda não foi domado totalmente pelas instituições que buscam enquadrar-nos em moldes, em padrões morais castradores.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

ESCUTE, MININO!


Pescador na boca da barra do Indaiá   (Arquivo JRS)

        Passando a ceia com parte dos familiares e me preparando para almoçar com a outra parte, lembrei-me de uma poesia de tanto tempo. Faz parte da seção Folhas Amareladas.  Através dela desejo Boas Festas aos que acompanham as minhas postagens. Que tenhamos um ótimo 2014. Forte abraço a todos.


Notro tempo as coisa era diferente;
bem diferente de hoje:

A Folia do Divino tava em todo lugá,
inclusive na ilha do Mar Virado, Vitória...
Muita gente, todo mundo acompanhava
com grande devoção. Diferente de agora!

Se cantava, rezava e festejava;
em todo lugá o divino tava.
A criançada arteira
também tava junto.

Se dançava San Gonçalo,
Cana verde, muito tipo de bate pé.
A comidoria era em demasia;
dava e sobejava pra todo mundo.

Notro tempo aqui não havia estrada,
nem carro se via:
ou se ia a pé
ou se bardeva de canoa.

Ninguém tinha dinheiro;
todo mundo era pobrezinho.
Negociava pimenta, ólhio de caçoa, banana,
farinha de mandioca e até laranja pros barco.

Toda gente tinha sua roça.
Quem não tinha casa de farinha...
fazia às meia.
Na pescaria junto,
cada qual arrecebia quinhão iguarmente.

Todo mundo temia Deus;
tinha reza todo dia.
Cada casa com seu oratório;
todo mundo se conhecia.

Notro tempo se via fartura de tudo:
camarão encalhava no lagamá;
tainha se tecia feito boba;
barrica transbordava de farinha
e banana até se dava pros animá.

Antes de aparecer turista
ninguém brigava por terra.
Ela só servia pra prantá.

E pexe!?
Havia gamela de sapresado,
balaio de seco...
e fresco tinha todo dia.

Para o que fartava
tinha armazém de secos e molhados:
João Glorioso no Saco da Ribeira,
Macié na Enseada...Otros na cidade.

Notro tempo todo mundo se ria,
tomava banho de cachoeira,
molhava os pé no mar...
Toda criança era feliz.

Toda gente grande devia educá as criança.
Criança miúda já sabia arrespeitá.
Desde cedinho as criança tudo ia aprendendo
e logo sabia se virá.

Pra minina não havia muita diversão.
Os minino jogava bola todo dia.
Mais...minino e minina trabalhava na roça,
com enxada mesmo!
Só minino ia pescá.

Os homi grande tava sempre no mar:
ia pescá, molhá a canela, olhá o mar.
As mulhé, não! Elas só ia de noitinha
na água se banhá - no tempo quente!

Na capela se rezava mais no domingo.
Domingo era dia santo: rezava cedo
e de tardezinha.
Na parte da tarde sempre tinha função em arguma casa.

Quando arguém tava construino,
vinha muita gente ajudá a fazê.
Era o pitirão: todo mundo fazia,
todo mundo comia, todo mundo bebia.

Nas festa do nosso lugá todo mundo sabia;
nas festa de otro lugá a gente tava interado.
E quem podia ia!
A comidoria e a consertada sempre era dada.
Só no leilão as pessoa ajudava.

As festa que mais deixa saudade
é as do meis de junho:
tinha fogueira, foguetório,
doce de mamão, bolo, consertada, quentão...
Tudo era assim de bão!

Notro tempo se tinha mais tempo:
prá olhá o céu estrelado,
apreciá o tamanho do mar...
Apercebê os vaga-lume
e estória pra escutá e contá.

Notro tempo havia jundu;
embaixo da amendoeira a gente proseava
a respeito de tudo. Nada se guardava!
Se ia mariscá enquanto as criança comia ingá.
Havia roda de mulhé e roda de homi.
Todo mundo se arrespeitava.

Notro tempo Maria era Mariquinha,
Eugênia era Ogena,
Tio Onofre era Tinorfe,
Sebastião era Bastião...
Eta tempo bão!

Mais...naquele tempo também havia farra.
Tinha gente arrelaxada, vadia...
e se xingava de filho de rapariga, de boi chifrudo...
As criança artera continua sendo
homi e mulhé arteira.
Otros tomaro jeito.

Naquele tempo só luz de carosene
sabia mistério da noite.
Tinha boitatá, lobisomi...
Bambuzá e figuera devia se evitá.

De otro tempo...
me alembro mais desse lugá.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

ENCANTAMENTOS


Mãe d'água desorientada -  (Arquivo JRS)

É forte, entre os caiçaras, a herança tupinambá de encantamentos. Um exemplo, repetido até bem pouco tempo por algumas gerações passadas, era notado na época da revoada da formiga içá: as mulheres se punham rente a saída, bem na boca do formigueiro, e começavam uma cantiga que encantava os tão apetitosos insetos. Tudo por cobiça às suas bundas cheias de proteínas. A finada Maria Bidu, de balaio preparado, cantava assim: “Venha logo formiguinha. Vem pro meu balaio vem. Uma farofa gostosa quero fazer para o meu bem”. 

        Outro exemplo de encantamento, notado na maré seca, quando se ia mariscar, eram os assobios chamando os guaiás. Esse eu sei muito bem! Conforme assobiava, a caiçarada dizia mentalmente: “O guaiá saiu da toca. Coitadinho não tem pai. O guaiá saiu da toca. Coitadinho não tem pai”. E eles vinham, se grudavam no pau de isca para mais tarde se findarem em nossos dentes. Eis um dos motivos pelos quais os velhos caiçaras desgastavam os seus dentes. "Os dentes do tio Silvário estão limados de tanto comer guaiá!".  Delícia! 

Lendo o glossário do Peter, em relação à santola,  outro parente do guaiá, achei a definição de assobiar santola: “ato de ir caçar santola na maré baixa do dia com a mesma técnica do guaiá, só mudando o tipo de assobio e o modo de pegar a santola”. Ah! Faz muito tempo que eu não vejo santola!

Onde nasci, na Praia do Sapê, os rios eram para tudo: desde a água para se servir, beber,  até como  fonte de alimentos: mussum, jundiá, piaba, cafula, lagosta, sururu, cágado, mãe d’água e tantos outros seres se teciam. Viravam iguarias em nossos pratos. Balaios, peneiras, pequenas redes e anzóis já ficavam por ali, preparados para a serventia, em alguma moita do porto do rio, o lugar onde as pessoas se concentravam para as tarefas, tais como lavar roupa e louça, descamar e consertar peixe, lavar tipitis...
Não sabe o que é mãe d’água? É um caranguejo do rio, tal como o sururu era o marisco da água doce. Até parece um pequeno guaiá, mas totalmente marrom. Se bem que, numa das cabeceiras de cachoeira, em Caraguatatuba, por volta de 700 metros acima do nível do mar, em 1994, eu encontrei uma variação de mãe d’água amarela, quase no tom do guaruçá. A fotografia postada acima é de um mãe d’água trazida pela força da água e encalhada na boca da barra do rio Indaiá, na Praia do Perequê-açu.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

ENFIM, O PETER!

Prosa com café (Arquivo JRS)



Mensagens, telefonemas, marca, desmarca...Entre tantos desencontros, hoje aconteceu o nosso encontro.Bem cedinho, enquanto fazia pequenos trabalhos, comuns em qualquer lar, eu já estava aguardando o amigo Peter, cuja obra Glossário Caiçara de Ubatuba, marca uma promissora carreira acadêmica e engajada na cultura caiçara.

  Na verdade, ele apareceu para buscar a encomenda  de três xilogravuras e me presentear. Grato, amigo! Depois, aproveitamos para um bom papo. Coisa boa! Bom companheiro de prosa!

Frequentador da Praia da Enseada, Peter desde cedo percebeu peculiaridades nos moradores do lugar, sobretudo no linguajar recheado de arcaísmos e com muitas expressões dos primitivos habitantes (tupinambás) desse chão. Escuta aqui, escuta dali, anota tudo e...eis o livro. Ao mesmo tempo, sendo descendente de trabalhadores do mar, apostou alguns anos na maricultura, na criação de mexilhões. Experienciando três anos na prefeitura, onde acompanhou a implantação de mais espaços para o ramo dos mexilhões (Camburi, Pulso, Prainha...), sentiu que o desafio era muito maior que imaginava. Tratava-se de preservar os recursos naturais e culturais para se ter sustentabilidade. Em seguida, junto com a luta dos pescadores da Praia da Enseada, abraçou a causa da canoa caiçara, que é parte nossa cultura material e imaterial  (as técnicas, as escolhas das madeiras, a época propícia de corte, os pitirões...). E assim segue esse cidadão registrando e imortalizando os aspectos culturais da existência caiçara. Quer conferir?! Veja o canoadepau.blogspot.com.

       Falamos um pouco de cada coisa: desde os pinheiros que querem invadir o espaço da mata nativa (Atlântica) até os ranchos oficiais que garantem a permanência dos pequenos pescadores. Lógico que o turismo está nesse alinhavado!

O turismo no município de Ubatuba nasceu com os acessos rodoviários: no início da década de 1930, com Taubaté, e, em meados da década de 1950, ao município de Caraguatatuba.

  Hoje, depois de tanto tempo convivendo com as atividades turísticas, constatando o descaso histórico e geográfico, me imagino como um visitante querendo aproveitar ao máximo de um lugar mencionado como agradável desde muito tempo. Certamente que poucas coisas e talvez nenhum guia turístico me possibilitará o encontro de itens que lembrem o passado desta terra (Ubatuba). O que pode ficar na retina recordatória de um visitante serão os casebres, a falta de harmonia arquitetônica, os rios que levam sujeiras para o mar, os condutores e pedestres desrespeitando regras básicas de civilidade, os pedintes, os lixos descartados em qualquer logradouro etc. Mesmo assim, ainda temos a natureza! É ela que deve servir como ponto de partida para entender e divulgar os alicerces da alma caiçara! Vamos apostar nela e preservá-la!

Uma sugestão é de se criar um curso de História Municipal. Quem sabe a partir disso nasça a solução para alguns dilemas do nosso entorno!?!

sábado, 21 de dezembro de 2013

CARACOL DE UBATUBA



           As minhas amigas, as irmãs Monique e Cristina, de Caraguatatuba, para demonstrar o quanto aprenderam de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), apresentaram esta agradável música. Adorei e faço de tudo para que mais gente aprenda. Que graça esta demonstração de carinho para com a gente!

O caracol que mora em Ubatuba,
Escreveu uma cartinha pra saúva.
A saúva respondeu com um desenho,
O caracol coloriu com muito empenho.

O caracol que mora em Ubatuba,
Escreveu uma cartinha pra saúva.
E assim continuaram sem parar,
Desenhando e ouvindo o tchá tchá tchá...

Na segunda desenharam um gavião,
Na terça o jacaré com seu bocão,
Na quarta foi o polvo de oito patas,
Na quinta canguru com três gravatas,
Na sexta dois marrecos barulhentos,
No sábado um touro rabugento,
No domingo foi a vez do chimpanzé.
Depois foi tudo igual de marcha ré.

E pra poder fazer de marcha  ré...

No domingo foi a vez do chimpanzé,
No sábado um touro rabugento,
Na sexta dois marrecos barulhentos,
Na quinta canguru com três gravatas,
Na quarta foi o polvo de oito patas,
Na terça o jacaré com seu bocão,
Na segunda desenharam um gavião.

Caracol que mora em Ubatuba,
Escreveu uma cartinha pra saúva.
E assim continuaram sem parar,
Desenhando e ouvindo o tchá tchá tchá...