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| Chafariz Grande - Arquivo Ubatuba |
Seo
Filhinho, nascido no início do século XX, dá valiosos informes em suas obras
literárias. Um deles é relativo ao serviço de água na cidade (Ubatuba):
“Não havia
perfeita rede de abastecimento de água potável e a população abastecia-se em
alguns dos poucos chafarizes, cinco ao todo, distribuídos em pontos diversos da
reduzida área urbana. O principal era o Chafariz Grande. Era de fato
monumental, formado por uma coluna tetragonal de pedra maciça, importada de
Portugal, medindo certamente quatro metros de altura por um metro nas faces
laterais, provido de quatro grossas torneiras de bronze, uma em cada face, que
funcionavam simultaneamente. Fora inaugurada festivamente em 1896 no centro da
antiga Praça do Programa, hoje Praça Nóbrega. [...] Outras chafarizes eram o do
Juquinha, no cruzamento das ruas Maria Alves e Hans Staden; o da Campina, no
centro da Praça 13 de Maio; o da Caixa d’Água, no cruzamento das ruas Hans
Staden e Cel. Ernesto de Oliveira, e o do Porto, no centro da Praça Anchieta”.
“Sabemos que naquela
data, além de feitas as primeiras e raras ligações domiciliares, foi inaugurado
um reservatório [caixa d’água] na cidade, no cruzamento das ruas Hans Staden e
Coronel Ernesto de Oliveira, edificação esta que, com o decorrer do tempo, a
prefeitura doou a um correligionário, que ali construiu a sua residência”.
De onde vinha a água?
“Uma pequena caixa
de captação, instalada no Morro da Pedreira, em canos de chumbo, emitia o
precioso líquido para o centro da cidade”. Quando? No final do século XIX.
E esse grande
chafariz, vindo de Portugal, onde foi parar?
“Quando o ‘progresso’
atingiu Ubatuba e o chafariz grande se fez obsoleto, um prefeito mandou
desmontá-lo, picá-lo e atirá-lo na Barragem da Barra da Lagoa”. Sim, o Rio
Lagoa tinha uma lagoa! Imagine a quantidade de peixes em tal lugar. Sobre ela, há décadas, surgiram muitas edificações.

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