![]() |
| Rosa no terreiro - Arquivo JRS |
Escuto a chuva, penso nas plantas que dão suas contribuições à vida no planeta. Sei que, neste momento, um mar de gente segue na luta por um mundo melhor. Felizmente muitas pessoas trabalham honestamente, se consomem pela vida melhor que desejam a seus filhos, não abandonam a bandeira da justiça e não cedem terreno às ideias reacionárias, de morte, que pretendem sinistrar a democracia, a soberania e a cidadania no nosso país. Só lamento - e me revolto! - em ver, se compondo na escumalha do esgoto sob a vastidão do mar, pessoas da nossa cultura caiçara, parentes que renegam suas origens; levadas a isto por acolherem discursos de ódio em seus corações. Botando reparo neles, quem não vê que apenas da boca para fora sai a frase de que "a verdade vos libertará", que seus discursos e posicionamentos apenas revelam daquilo que "o coração está cheio"? Imagino que esses "fariseus, hipócritas" estariam, no tempo do "jovem galileu que tinha tanto amor", gritando, atirando pedras, xingando e implorando a Barrabás que soltasse o ladrão e crucificasse aquele que nasceu pobre, numa manjedoura. É a História se repetindo como tragédia.
Amanhece agora com uma chuva fina que me faz relembrar os caminhos orvalhados da infância, os pescadores molhados embicando canoas no lagamar com o sustento que o mar ofertou. Amanhece agora com minhas energias direcionadas às multidões por todo o Brasil em ação, nas manifestações por um amanhã melhor. Grito como o povo no fandango na espera do sol da vida: Amanheeeece!
Olho para a roseira e sei que essa raça impura, que continua "semeando o joio no campo", almeja excluir o pobre do orçamento. Por isso me junto na grande convicção que move multidão: a primavera não será detida, os campos florirão e a colheita nos alegrará.
Amanheeeece, meu povo!

Nenhum comentário:
Postar um comentário