quarta-feira, 7 de outubro de 2026

ARRELÁ!

 

Foto : arrelacoletivocaiçara


        Hoje, me sustentando numa imagem de resistência caiçara e no texto do Bruno, reconheço no que resulta desprezar a educação formal, desmerecer a escola e atacar os docentes. O resultado é essa onda reacionária, nos moldes do ditador alemão do século passado, varrendo o lagamar e o jundu. Pior que muitos pobres são os primeiros a caírem na arapuca. Alguém duvida que o filho pode ser pior do que o pai?


         Uma sociedade começa a adoecer quando passa a desprezar quem ensina, quem estuda, quem pesquisa e quem dedica anos da vida para adquirir conhecimento.

        Isso não significa que professores, médicos, cientistas ou intelectuais estejam acima de críticas. Pelo contrário. Autoridade não transforma ninguém em dono da verdade. Mas existe uma diferença entre questionar e desprezar.

      Hoje, muitas vezes, anos de estudo precisam disputar espaço com um vídeo de 30 segundos, uma teoria conspiratória ou alguém absolutamente convicto sobre um assunto que acabou de descobrir. E talvez esse seja um grande problema do nosso tempo: confundimos ter acesso à informação com possuir conhecimento.

       Democratizar a informação foi uma conquista. Desprezar quem dedicou a vida a estudá-la não é evolução. Pensamento crítico significa questionar sem desprezar o conhecimento. (Eu acrescento: sem ignorar, sobretudo, a geopolítica).


   Agradeço ao Bruno e espero que ele disponha seu conhecimento ao serviço do trabalhador, do povo que mais sofre. Faço questão de reafirmar isto: sabedoria está acima da informação e do conhecimento.



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