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| Foto : arrelacoletivocaiçara |
Hoje, me sustentando numa imagem de resistência caiçara e no texto do Bruno, reconheço no que resulta desprezar a educação formal, desmerecer a escola e atacar os docentes. O resultado é essa onda reacionária, nos moldes do ditador alemão do século passado, varrendo o lagamar e o jundu. Pior que muitos pobres são os primeiros a caírem na arapuca. Alguém duvida que o filho pode ser pior do que o pai?
Isso não significa que professores, médicos, cientistas ou intelectuais estejam acima de críticas. Pelo contrário. Autoridade não transforma ninguém em dono da verdade. Mas existe uma diferença entre questionar e desprezar.
Hoje, muitas vezes, anos de estudo precisam disputar espaço com um vídeo de 30 segundos, uma teoria conspiratória ou alguém absolutamente convicto sobre um assunto que acabou de descobrir. E talvez esse seja um grande problema do nosso tempo: confundimos ter acesso à informação com possuir conhecimento.
Democratizar a informação foi uma conquista. Desprezar quem dedicou a vida a estudá-la não é evolução. Pensamento crítico significa questionar sem desprezar o conhecimento. (Eu acrescento: sem ignorar, sobretudo, a geopolítica).

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