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| Flores no quintal - Arquivo JRS |
Muitos dos brasileiros se vestem de verde e amarelo para se identificarem como
patriotas. Mas o que ser patriota? Ser patriota é defender a Pátria, o país que o acolheu. Ser patriota
é, sobretudo, identificar os inimigos internos, na “roupagem de patriotas”.
Inimigos
internos são, principalmente, os que elaboram e aprovam leis contrárias à
Pátria: facilitam que empresas estrangeiras se apossem dos nossos bens, destroem as leis
trabalhistas que garantem um mínimo de dignidade ao nosso povo, garantem mais
exploração àqueles que já vivem às custas do suor alheio, criam mentiras para
sustentar o domínio sobre a classe mais sofrida, defendem jogos viciantes, privatizam
serviços essenciais (água, luz, saúde, educação...), acabam com leis de
proteção ao meio ambiente, corrompem o poder judiciário, se apoderam de espaços
públicos (praias, praças, matas etc.), promovem ideias alienantes, alimentam paraísos fiscais, combatem
políticas de inclusão e justiça social, perseguem
as minorias sociais, elevam os desonestos, criminalizam ainda mais as periferias via polícia mal
preparada, milícia, organização criminosa
e mais outras coisas terríveis.
Os principais
inimigos internos têm muitos aliados entre os pobres! Fico triste em ver tanta
gente nossa ser envolvida numa onda perversa. Sob a designação de patriotas se situam muitos ingênuos úteis, mas também uma boa parcela maldosa. Quem reflete, percebe que esses “patriotas” precisam existir para serem usados por poucos
privilegiados? São esses “patriotas” que sustentam as ideias contrárias à
Pátria. Esse rebanho (iludido ou com más intenções) está contra a Pátria
Brasileira, mas veste verde e amarelo!
Foi no
desfecho da independência do nosso país que essas cores se tornaram marcas da
nação. De acordo com o historiador Paulo Rezzutti, no livro D.Leopoldina,
essas cores representariam as duas linhagens monárquicas: a portuguesa (D.
Pedro I) e a austríaca (D. Leopoldina). Foi no ato da coroação do primeiro imperador do Brasil que “se juntaria ao
verde heráldico dos Braganças o amarelo
dos Habsburgos, que ainda fazem parte das cores nacionais brasileiras. Foram
oficializadas em 18 de setembro de 1822”. Portanto, o simbolismo
verde-amarelo se sustenta em duas dinastias estrangeiras que se uniram em prol
de uma única possibilidade: tornar o BRASIL uma NAÇÃO.
Ainda segundo o citado pesquisador, o primeiro espetáculo nas cores verde e amarelo foi por ocasião da coroação de D. Pedro, onde “as mulheres vestidas de verde e amarelo jogavam de suas varandas flores à passagem dos novos soberanos”. Poético, né? Nada a ver com orações a pneu, sinais para alienígenas, marchas com políticos nada éticos, acampamentos estranhos e outras bizarras manifestações. Nada a ver com pregações religiosas que apoiam injustiças!

Beber detergente é a mais recente bizarrice dos imbecis!
ResponderExcluirImbecionante isso.
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