sábado, 9 de maio de 2026

VERDE E AMARELO

 

Flores  no quintal - Arquivo JRS 


     Muitos dos brasileiros se vestem de verde e amarelo para se identificarem como patriotas. Mas o que ser patriota? Ser patriota é defender a Pátria, o país que o acolheu. Ser patriota é, sobretudo, identificar os inimigos internos, na “roupagem de patriotas”.

     Inimigos internos são, principalmente, os que elaboram e aprovam leis contrárias à Pátria: facilitam que empresas estrangeiras  se apossem dos nossos bens, destroem as leis trabalhistas que garantem um mínimo de dignidade ao nosso povo, garantem mais exploração àqueles que já vivem às custas do suor alheio, criam mentiras para sustentar o domínio sobre a classe mais sofrida, defendem jogos viciantes, privatizam serviços essenciais (água, luz, saúde, educação...), acabam com leis de proteção ao meio ambiente, corrompem o poder judiciário, se apoderam de espaços públicos (praias, praças, matas etc.), promovem ideias alienantes, alimentam paraísos fiscais, combatem políticas de inclusão  e justiça social, perseguem as minorias sociais, elevam os desonestos, criminalizam ainda mais as periferias via polícia mal preparada, milícia, organização criminosa  e mais outras coisas terríveis.

     Os principais inimigos internos têm muitos aliados entre os pobres! Fico triste em ver tanta gente nossa ser envolvida numa onda perversa. Sob a designação de patriotas se situam muitos ingênuos úteis, mas também uma boa parcela maldosa. Quem reflete, percebe que esses “patriotas” precisam existir para serem usados por poucos privilegiados? São esses “patriotas” que sustentam as ideias contrárias à Pátria. Esse rebanho (iludido ou com más intenções) está contra a Pátria Brasileira, mas veste verde e amarelo!

     Foi no desfecho da independência do nosso país que essas cores se tornaram marcas da nação. De acordo com o historiador Paulo Rezzutti, no livro D.Leopoldina, essas cores representariam as duas linhagens monárquicas: a portuguesa (D. Pedro I) e a austríaca (D. Leopoldina). Foi no ato da coroação do primeiro  imperador do Brasil que “se juntaria ao verde heráldico  dos Braganças o amarelo dos Habsburgos, que ainda fazem parte das cores nacionais brasileiras. Foram oficializadas em 18 de setembro de 1822”. Portanto, o simbolismo verde-amarelo se sustenta em duas dinastias estrangeiras que se uniram em prol de uma única possibilidade: tornar o BRASIL uma NAÇÃO.

    Ainda segundo o citado pesquisador, o primeiro espetáculo nas cores verde e amarelo foi por ocasião da coroação de D. Pedro, onde “as mulheres vestidas de verde e amarelo jogavam de suas varandas flores à passagem dos novos soberanos”. Poético, né? Nada a ver com orações a pneu, sinais para alienígenas, marchas com políticos nada éticos, acampamentos estranhos e  outras bizarras manifestações. Nada a ver com pregações religiosas que apoiam injustiças!

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