segunda-feira, 2 de novembro de 2026

PUTA QUE LAMPARINA!

 

Tio Dito e Gael - Arquivo Patrícia 



Tio Neco -  Arquivo pessoal

Tio Dico do Puruba - Arquivo Rosana


     Mais cedo, perante um idoso de algum canto deste imenso Brasil mostrando cheio de orgulho o seu pertencimento ao Exército do Lula, o seu diploma emoldurado, me emocionei mais uma vez. Foi muita gente, muitos idosos que acorreram às urnas para não deixar de votar no segundo turno deste ano. Essa multidão que conheceu muito bem a ditadura militar (1964-1985) voltou-se contra a possibilidade de revivê-la. Lindos exemplos! Diria o poeta: “Bonitas histórias que meu povo tem”.

        O Exército do Lula é um recurso, um apoio à multidão democrática que reconheceu a importância dos meios digitais na determinação dos rumos da nossa história. A iniciativa se deve ao deputado federal, o mineiro André Janones. Agora, depois dos resultados nas eleições, essa novidade está ganhando outras terras, chegando a distantes povos. Sem dúvida nenhuma que somos uma força poderosa, uma trincheira contra o avanço da extrema-direita. O mundo democrático segue vibrando com a vitória de líder metalúrgico, do migrante nordestino que implantou programas sociais essenciais no seio da população brasileira.

    Papai e mamãe, se fossem vivos, votariam no candidato que agora é presidente pela quarta vez. A querida tia Balbina faria o mesmo. Sei que meus tios Dito e Neco fizeram campanha e votaram no Lula. Parabéns a eles! Temos muito orgulho de sermos sobrinhos deles, de sabermos o quanto buscam ser coerentes no dia-a-dia. Tio Dito já alcançou os oitenta; tio Neco logo tá chegando lá também. Tio Dico, do Puruba, muito lúcido, também me emocionou muito em mais uma campanha eleitoral. E já está em campo uma força jovem com grande disposição para enfrentar o mundo das trevas!

     Os exemplos desses tios, filhos de vó Martinha e vô Estevan, nos dá muitas alegrias. Tio Dito e tio Neco, luzes em nossos caminhos, são parte de nós, do nosso patrimônio ético, soberano, democrático e cidadão. Só ganhamos com a presença deles em nossas histórias. Com certeza não discordarão de mim os demais parentes que não foram afetados pela alienação promovida na intenção de seguir explorando impunemente os pobres, de desmerecer a nossa cultura.

   Aqui termino com uma fala do tio Neco: “Me lembro sempre de quando a gente era criança. Na hora do banho papai colocava eu e o Dito numa gamela grande e nos esfregava”. Nossos agradecimentos a esses meus tios caiçaras e toda população idosa que tanto esforço demonstrou. Eles fizeram “das tripas ao coração” para que não sucumbíssemos aos traidores da Pátria! Beijos e abraços nossos!