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| Tio Dito e Gael - Arquivo Patrícia |
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| Tio Neco - Arquivo pessoal |
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| Tio Dico do Puruba - Arquivo Rosana |
Mais cedo,
perante um idoso de algum canto deste imenso Brasil mostrando cheio de orgulho
o seu pertencimento ao Exército do Lula, o seu diploma emoldurado, me emocionei
mais uma vez. Foi muita gente, muitos idosos que acorreram às urnas para não
deixar de votar no segundo turno deste ano. Essa multidão que conheceu muito
bem a ditadura militar (1964-1985) voltou-se contra a possibilidade de
revivê-la. Lindos exemplos! Diria o poeta: “Bonitas histórias que meu povo
tem”.
O Exército do
Lula é um recurso, um apoio à multidão democrática que reconheceu a importância
dos meios digitais na determinação dos rumos da nossa história. A iniciativa se deve ao deputado federal, o mineiro André Janones.
Agora, depois dos resultados nas eleições, essa novidade está ganhando outras terras,
chegando a distantes povos. Sem dúvida nenhuma que somos uma força poderosa,
uma trincheira contra o avanço da extrema-direita. O mundo democrático segue
vibrando com a vitória de líder metalúrgico, do migrante nordestino que
implantou programas sociais essenciais no seio da população brasileira.
Papai e mamãe, se
fossem vivos, votariam no candidato que agora é presidente pela quarta vez. A
querida tia Balbina faria o mesmo. Sei que meus tios Dito e Neco fizeram
campanha e votaram no Lula. Parabéns a eles! Temos muito orgulho de sermos
sobrinhos deles, de sabermos o quanto buscam ser coerentes no dia-a-dia. Tio
Dito já alcançou os oitenta; tio Neco logo tá chegando lá também. Tio Dico, do
Puruba, muito lúcido, também me emocionou muito em mais uma campanha eleitoral.
E já está em campo uma força jovem com grande disposição para enfrentar o mundo
das trevas!
Os exemplos
desses tios, filhos de vó Martinha e vô Estevan, nos dá muitas alegrias. Tio Dito e tio
Neco, luzes em nossos caminhos, são parte de nós, do nosso patrimônio ético, soberano,
democrático e cidadão. Só ganhamos com a presença deles em nossas histórias.
Com certeza não discordarão de mim os demais parentes que não foram afetados
pela alienação promovida na intenção de seguir explorando impunemente os pobres,
de desmerecer a nossa cultura.
Aqui termino com
uma fala do tio Neco: “Me lembro sempre de quando a gente era criança. Na hora
do banho papai colocava eu e o Dito numa gamela grande e nos esfregava”. Nossos
agradecimentos a esses meus tios caiçaras e toda população idosa que tanto
esforço demonstrou. Eles fizeram “das tripas ao coração” para que não
sucumbíssemos aos traidores da Pátria! Beijos e abraços nossos!


