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| Capa do livro - Arquivo JRS |
PRETO, PRANCHA E PARAFINA
O título
acima é do novo livro do talentoso Jorge Ivam Ferreira, com apresentação
primorosa da estimada Mary Igawa que resume essa obra literária como “uma homenagem
explícita a Ubatuba”. Eu assino esta verdade. Segue agora apenas uma isca desse professor que escolheu Ubatuba para viver. (E vem aí o lançamento de Preto, Prancha e Parafina! Dia 01/05, sexta-feira - local: Impact Hub, próximo do Aquário, à noite)
Exupério
fica dias no mar. O peixe cada vez mais raro e distante. Agora só resta a
saudade daquele tempo em que com qualquer picaré se obtinha uma fartura de
peixe. Quem chegasse na hora da puxada de uma rede levava sua baciada de peixe
sem pagar nada por eles. Pescador que se prezasse não fazia caso, não olhava feio
para quem se aproximasse dos peixes matados. Que cada um pegasse a quantidade
necessária para seu almoço ou jantar.
Nestes tempos difíceis, entretanto, só se
fala de escassez da pesca. Se alguém tem culpa, não são os pescadores caiçaras,
que nunca se deixaram dominar pela ganância. Eles não são responsáveis pela
poluição generalizada do mar e dos rios, pelo aterro de muitos mangues, pela
pesca predatória feita por embarcações que vêm de longe com redes que reviram o
fundo do mar e arrastam para longe fauna e flora.
Muita gente conhecida está no enredo. Além do personagem
Pedro Piragica, um experiente homem rodado no mundo que optou em ser um autêntico caiçara, dar sua
contribuição nesse chão ubatubense, eu também fui contemplado no romance com
mais de uma página. Quanta honra! Gratidão, Jorge!

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