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| Céu de outono - Arquivo JRS |
Mano Mingo, olhando o céu claro, fica inspirado. Eu, aguardando o céu clarear, me viro de lado.
Hoje o vento começou seu trabalho
de caiar o céu de outono,
formando, primeiramente, as nuvens cirros,
mais altas que os aviões de carreira.
Nuvens tênues, brancas como bandeiras de paz,
mas que, por isso mesmo, já antecipam a luta
das massas de ar nos choques frontais.
Por enquanto, o vento aqui embaixo é aragem,
as folhagens se agitam parecendo festejar,
os pássaros cantam qualquer bobagem
e há uma sensação boa de liberdade no ar.
Algumas crianças saíram às ruas
e aproveitam para brincar em plena era cibernética,
sem ligar para que o vento pinta ou borda
na imensa tela azul atmosférica.

O outono tem céus bonitos, principalmente ao nascer e ao pôr-do-sol. Um abração, mano Zé.
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