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| Rosas e Flor - Arquivo JRS |
Ovos de serpentes continuam sendo chocados. Alguém dúvida? Neste momento está amplamente divulgado o caso de alguns adolescentes ricos, em Florianópolis, que torturam uma cadela por nome de Orelha. A justiça irá alcançá-los? Também nesta semana soube que os cinco adolescentes de Brasília que, em 20 de abril de 1997, queimaram o indígena Galdino, da etnia Pataxó, que dormia num ponto de ônibus, se tornaram funcionário públicos bem remunerados. A justiça não os alcançou. O que eles têm em comum ? São contra as políticas que visam diminuir as desigualdades sociais neste país.
No Instagram, Sabrina (psisabrinademarchi) postou este importante texto para a nossa reflexão em torno da violência masculina, do feminicídio.
A violência masculina não é uma exceção à regra, ela é a regra, a norma, a estrutura dominante.
A violência contra animais não é um acidente isolado, é um dos primeiros territórios onde a socialização masculina testa seus limites: quem aguenta ver sofrimento, quem consegue objetivar um corpo vivo, quem consegue silenciar qualquer culpa.
Quando chamamos isso apenas de "psicopatia", fazemos três coisas perigosas ao mesmo tempo:
- Despolitizamos a violência, como se ela não fosse ensinada, incentivada e normalizada culturalmente.
- Protegemos o sistema porque não precisamos questionar a masculinidade, educação emocional, pornografia, cultura do estupro ou a glorificação da agressividade masculina.
- Transferimos o problema para o indivíduo, como se bastasse isolar alguns "doentes" para que o mundo fosse seguro.
E assim conclui a autora, nos alertando:
Porque se continuarmos tratando violência masculina como exceção, nunca vamos enfrentá-la como regra social.
Gratidão, Sabrina!

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